Vídeo mostra corpos enfileirados em frente a necrotério no Irã após repressão
Imagens veiculadas pela Deutsche Welle no domingo (11) mostram dezenas de corpos alinhados diante de um necrotério na capital iraniana, Teerã, resultado da repressão aos protestos no país.
De acordo com a ONG Human Rights Activists News Agency, que é contrária ao regime dos aiatolás e opera a partir dos Estados Unidos, entre os mortos estão centenas de manifestantes e algumas dezenas de membros das forças de segurança.
Os protestos foram motivados pela situação econômica precária do Irã e acontecem em centenas de cidades. Em resposta, o regime dos aiatolás bloqueou o acesso à internet e telefonia.
Diversas organizações de direitos humanos monitoram as manifestações e relatam um aumento no número de vítimas, que pode ser maior do que o divulgado oficialmente.
Fotos nas redes sociais mostram corpos do lado externo do Centro Médico Forense de Kahrizak, em Teerã.
Recentemente, grupos começaram a denunciar um “massacre” contra os participantes dos protestos, enquanto a polícia do regime de Khamenei afirmou ter “escalado” sua resposta.
O governo iraniano não divulga regularmente os números oficiais da repressão e acusa os Estados Unidos e Israel de infiltrações nos protestos, responsabilizando-os pelas mortes. O chefe da polícia, Ahmad-Reza Radan, declarou domingo que as forças de segurança elevaram o nível de confronto.
O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, declarou que os protestos se tornaram mais violentos após ameaças de intervenção feitas pelo então presidente americano, Donald Trump. Segundo a mídia dos EUA, Trump avalia ações militares contra o Irã e se disse “pronto para ajudar os manifestantes”.
Trump também mencionou que o governo iraniano procurou negociar um acordo para seu programa nuclear.
O governo Trump teria discutido com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, sobre possível intervenção em Teerã. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que garantir a segurança nacional é um ponto inegociável.
Créditos: Deutsche Welle