Países europeus intensificam presença militar na Groenlândia diante de disputa estratégica
O presidente Donald Trump afirmou que, de alguma forma, os Estados Unidos tomarão controle da Groenlândia. Segundo ele, caso isso não ocorra, a maior ilha do mundo, atualmente pertencente à Dinamarca, poderá ser dominada por chineses e russos.
Entretanto, uma coalizão de países europeus, liderada pelo Reino Unido e Alemanha, discute planos para ampliar a presença militar na Groenlândia. O objetivo é mostrar ao presidente americano o compromisso europeu com a segurança no Ártico. Um porta-voz do governo alemão informou que debates sobre o fortalecimento da região ocorrem no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de direito e relações internacionais Kleber Galerani explicou que a intensificação da segurança no Ártico pela Otan evidencia que os aliados estão traçando um novo eixo de competição estratégica. Este eixo vai da Europa Ocidental à região Indo-Pacífico, envolvendo controle de rotas marítimas, acesso a recursos e projeção de poder em áreas remotas.
Galerani destacou que o Ártico passou a ter importância equivalente ao Báltico ou ao Indo-Pacífico, e a defesa conjunta da região representa uma aliança que se ajusta às ameaças do século XXI. Ele destacou ainda que “quem controla as rotas do norte poderá influenciar o equilíbrio de forças no futuro”.
Créditos: R7