Política
12:08

PF investiga deputado Félix Mendonça Jr. por desvio de emendas e corrupção

O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), de 62 anos, é o principal investigado na operação da Polícia Federal realizada nesta manhã, que apura uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.

Nascido em Itabuna, Bahia, Mendonça Jr. foi eleito deputado pela primeira vez em 2010 e está em seu quarto mandato consecutivo. Ele é filho do ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna, Félix Mendonça (PDT), falecido em 2020 devido à covid.

Além de deputado, ele preside o PDT na Bahia. Formado em administração de empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), exerce desde abril do ano passado o cargo de secretário de Relações Internacionais na Câmara dos Deputados. Nesse papel, é responsável por definir diretrizes da diplomacia parlamentar, promover cooperação com parlamentos estrangeiros e apoiar delegações oficiais de deputados.

A Operação Overclean, da Polícia Federal, investiga o esquema que envolve suspeitas de desvio de emendas, corrupção e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em propriedades ligadas ao parlamentar, incluindo sua casa em Salvador, sua residência em Brasília, sua residência de veraneio e seu escritório em Salvador.

Além disso, foi determinado o bloqueio de cerca de R$ 24 milhões, envolvendo empresários, prefeitos e o secretário parlamentar Marcelo Chaves. A PF explicou que a medida visa interromper a movimentação de valores ilícitos e preservar bens para possível reparação aos cofres públicos.

Félix Mendonça Jr. e seu assessor Marcelo Chaves já tinham sido alvos da quarta fase dessa operação, em junho do ano anterior. Na ocasião, a polícia identificou indícios de que o deputado utilizava seu funcionário para negociar o pagamento de propina, recebendo valores diretos e indiretos por destinar emendas a pelo menos três municípios baianos.

Até o momento, o gabinete do deputado nega quaisquer irregularidades e aguarda-se um posicionamento após contato feito via telefone e e-mail.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Créditos: UOL Notícias

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