Países europeus convocam diplomatas do Irã por repressão a protestos
Diversos países europeus, incluindo Finlândia, Dinamarca, Reino Unido, França, Espanha e Alemanha, convocaram diplomatas iranianos para manifestar condenação à repressão violenta dos protestos no Irã, que já resultou em pelo menos 734 mortes confirmadas.
A ONG Iran Human Rights estima que as mortes podem ultrapassar seis mil. O governo iraniano cortou o acesso à internet durante as manifestações, medida que foi fortemente criticada por restringir a liberdade de expressão e o acesso irrestrito à internet.
A ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, afirmou que o regime iraniano cortou a internet para “matar e oprimir em silêncio” e que isso não será tolerado, informando que convocaria o embaixador iraniano.
Na Dinamarca, o Ministério das Relações Exteriores convocou o encarregado de negócios do Irã para expressar condenação contra o uso da violência dos iranianos, reforçando a necessidade de cumprir obrigações internacionais relacionadas à liberdade de expressão, associação e reunião, bem como o acesso à internet sem restrições.
No Reino Unido, a secretária de Relações Exteriores Yvette Cooper convocou o embaixador para ressaltar a gravidade dos acontecimentos e exigir que o governo iraniano responda pelos relatos sobre a situação.
O governo francês seguiu a mesma medida, com o ministro Jean-Noël Barrot denunciando a violência estatal indiscriminada contra manifestantes pacíficos.
Na Espanha, o ministro José Manuel Albares afirmou que será transmitido ao embaixador iraniano que o direito a protesto pacífico e liberdade de expressão dos iranianos devem ser respeitados.
O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha classificou como chocante a repressão brutal do regime contra sua própria população e também convocou representantes iranianos.
Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou publicamente os manifestantes a continuarem ocupando as ruas e a tomarem controle das instituições governamentais, registrando nomes dos responsáveis por abusos, afirmando que ajuda está a caminho.
Segundo a ONG Iran Human Rights, pelo menos 734 pessoas, incluindo nove menores, foram mortas pelas forças de segurança iranianas durante os protestos. Uma fonte anônima citada pela Reuters mencionou até 2 mil mortos. Além disso, milhares ficaram feridos e mais de 10 mil foram presos.
O diretor da ONG, Mahmood Amiry-Moghaddam, afirmou que os números divulgados se baseiam em dados de menos da metade das províncias e menos de 10% dos hospitais iranianos, sugerindo que o número real de mortos pode chegar a milhares.
Créditos: O Globo