Internacional
18:06

Trump alerta manifestantes no Irã e aumenta tensões com advertência de ajuda

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dirigiu-se diretamente aos manifestantes antigovernamentais no Irã nesta terça-feira (13), pedindo que eles guardassem os nomes dos “assassinos e dos que estão maltratando vocês”.

Esta foi a segunda mensagem do dia em que Trump convocou os iranianos que protestam contra a ditadura liderada pelo aiatolá Ali Khamenei. Mais cedo, ele incentivou a continuidade dos protestos e disse que a “ajuda” dos EUA “está a caminho”.

Essa foi a primeira comunicação direta de Trump aos manifestantes, reforçando sua posição de possível intervenção caso a repressão aos protestos violentos persista.

Ao ser questionado por uma jornalista sobre o significado da “ajuda”, Trump respondeu: “Você vai ter que adivinhar depois, me desculpe”.

Além disso, o presidente retomou o slogan MIGA, uma variação de seu lema “Make America Great Again” (MAGA), adaptado para o Irã.

Trump tem manifestado a possibilidade de realizar ataques diretos ao território iraniano como retaliação, em um momento de escalada das tensões bilaterais. Ele receberá nesta terça-feira um relatório com possíveis medidas militares contra o Irã.

Quando perguntado se faria tais ataques, Trump respondeu: “Vocês terão que descobrir”.

Segundo fontes do governo iraniano à agência Reuters, cerca de 2.000 pessoas já morreram nos protestos, que ocorrem em meio a um isolamento do país após o regime de Khamenei cortar a internet. Moradores relatam que as forças de segurança atiram diretamente contra manifestantes.

As manifestações começaram com queixas relacionadas à crise econômica e evoluíram para pedidos pela queda da República Islâmica, o regime liderado pelos aiatolás desde 1979.

No mesmo dia, o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou, durante visita à Índia, que o regime no Irã está em seus “últimos dias e semanas” devido à repressão violenta, evidenciando a perda de confiança popular.

Merz destacou que a Alemanha mantém contato próximo com os EUA e governos europeus e pediu que Teerã cesse a repressão aos protestos. Contudo, ele não comentou os laços comerciais entre Alemanha e Irã, que embora ainda importantes, vêm diminuindo, com queda de 25% nas exportações alemãs ao Irã nos primeiros 11 meses do ano.

Na segunda-feira (12), Trump anunciou que qualquer país que fizer negócios com o Irã enfrentará uma tarifa de 25% sobre o comércio com os EUA.

Créditos: g1

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