Lula agradece Lewandowski e indica Wellington César para Ministério da Justiça
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu, nesta terça-feira, 13, pelo X, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, pelo período em que esteve à frente da pasta. No mesmo dia, o Palácio do Planalto confirmou a indicação de Wellington César Lima e Silva para comandar o ministério.
“Agradeço ao ex-ministro Ricardo Lewandowski pelo excelente trabalho e toda a sua dedicação na condução do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, declarou Lula no X.
A nomeação de Wellington César foi oficializada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto. A publicação da nomeação na edição extra do Diário Oficial da União (DOU) ocorrerá ainda nesta terça-feira.
Atuando na Petrobras no Rio de Janeiro, Wellington foi chamado a Brasília para se reunir com o presidente e receber o convite para assumir a pasta, vaga desde a saída de Ricardo Lewandowski na última sexta-feira, 9.
De acordo com a nota oficial, Wellington César será o chefe do Ministério da Justiça e Segurança Pública, indicando que Lula não pretende dividir o ministério neste momento. O presidente condiciona a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC da Segurança Pública.
Conforme a Coluna do Estadão, Wellington era um dos nomes cotados para assumir a pasta ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, e do atual ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto. Também estavam no páreo o ministro da Controladoria Geral da União, Vinicius de Carvalho, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.
Wellington contou com o apoio de três importantes aliados próximos ao presidente: o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). Wagner foi o principal defensor da entrada do advogado-geral da Petrobras na Esplanada dos Ministérios.
Wellington já teve breve passagem como ministro da Justiça em março de 2016, por 11 dias, durante o governo Dilma Rousseff. Na época, Wagner desempenhava papel de destaque no governo como chefe da Casa Civil. Após decisão do STF que proibiu a acumulação de cargos no Executivo e na carreira do Ministério Público, Wellington optou por continuar sua trajetória profissional.
Créditos: Terra