Política
03:07

Advogado solicita prisão preventiva de Lulinha por fraudes no INSS

O advogado Jeffrey Chiquini, que representa Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, protocolou nesta terça-feira (13.jan.2026) um pedido ao ministro André Mendonça, do STF, solicitando a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O pedido menciona indícios do envolvimento de Lulinha em fraudes no INSS. Apesar de Chiquini não atuar na defesa de partes diretamente vinculadas às investigações, ele justifica a solicitação como um requerimento técnico independente de sua defesa a Filipe Martins, condenado a 21 anos por tentativa de golpe de Estado.

No documento enviado ao Supremo, que tem doze páginas, o advogado descreve “indícios robustos” que ligariam Lulinha a um esquema fraudulento de concessão de benefícios previdenciários com prejuízo estimado em R$ 1,3 bilhão.

O esquema seria uma organização criminosa com ramificações em diversas unidades do INSS, segundo as investigações citadas.

Chiquini pediu que o documento seja enviado com urgência ao Ministério Público para manifestação sobre a possibilidade de ratificar o pedido de prisão.

Entre os argumentos principais está o risco de Lulinha deixar o Brasil e voltar à Espanha, onde mora, sem prestar esclarecimentos às autoridades brasileiras, mesmo tendo estado recentemente no país durante o fim de ano.

O advogado destaca que a saída do país durante uma investigação criminal séria representa um risco concreto à aplicação da lei penal, considerando a gravidade e complexidade dos crimes investigados, além dos recursos financeiros expressivos e vínculos internacionais que poderiam facilitar fuga.

Ele também afirmou que a prisão preventiva garantiria a ordem pública e a preservação da instrução criminal, evitando eventuais coações a testemunhas motivadas pela influência política de Lulinha.

O documento também aponta existência de transações financeiras suspeitas identificadas pelo Coaf, ligadas a empresas associadas a Lulinha.

Chiquini ressalta que as informações têm densidade institucional e afastam caráter meramente especulativo das acusações.

No mesmo dia, parte da oposição também requereu medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e retenção do passaporte de Lulinha, ao ministro André Mendonça. O pedido foi protocolado pelo deputado Marcel van Hattem, que compartilhou a preocupação com o risco de fuga do filho do presidente.

Créditos: Poder360

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