EUA suspendem vistos de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo Brasil
Os Estados Unidos suspenderam por tempo indeterminado a emissão de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil. A decisão foi confirmada pela Casa Branca e busca evitar que imigrantes se tornem um “encargo público” para os americanos. O memorando orienta consulados a negar vistos até que novos critérios de triagem sejam definidos.
O Departamento de Estado dos EUA anunciou que o congelamento começa em 21 de janeiro. Segundo o órgão, a suspensão ocorrerá enquanto são revisados os procedimentos e critérios para avaliar os solicitantes, focando em impedir a entrada de pessoas consideradas propensas a se tornarem dependentes da assistência social do país.
Em novembro, foram aplicadas regras de triagem que consideram fatores como idade, condição financeira e peso corporal, podendo negar visto a idosos e obesos, por exemplo. O Departamento afirmou que usará sua autoridade para impedir a entrada de imigrantes que possam ser um fardo para os EUA.
Além do Brasil, a lista inclui países como Afeganistão, Iraque, Iêmen, Tailândia, Somália, Rússia, Irã, Nigéria, Haiti e Eritreia, entre outros. Muitos desses países já tinham restrições em vigor, como exigência de caução ou suspensão de processos de imigração.
A medida impacta mais de um terço dos países do mundo e ocorre cerca de cinco meses antes da Copa do Mundo, evento que atrairá olhares globais para os EUA.
Essa medida faz parte da política do governo Trump de restringir a entrada de estrangeiros, tendo revogado mais de 100 mil vistos desde janeiro do ano passado, número recorde e superior ao registrado em 2024 sob a presidência de Joe Biden.
Além disso, houve endurecimento dos controles, incluindo a análise das redes sociais dos candidatos a vistos, e uma campanha de deportações, com mais de 605 mil pessoas removidas e 2,5 milhões saindo voluntariamente do país.
Em novembro, após um ataque perto da Casa Branca, Trump prometeu suspender permanentemente a imigração de países considerados do “Terceiro Mundo”. A suspensão atual reforça essa linha dura da administração em relação à imigração.
(Com AFP e Bloomberg)
Créditos: O Globo