PF apreende R$ 645 mil e bens avaliados em R$ 16 milhões na Operação Compliance Zero
Na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026, a Polícia Federal apreendeu R$ 645 mil em espécie durante buscas, além de 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões. Também foram recolhidos 39 celulares, 31 computadores e 30 armas.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e seus familiares. Outros alvos foram o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da gestora Reag.
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso temporariamente para preservar o sigilo da ação, mas liberado em seguida. As medidas integram um inquérito que investiga alegado esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master, e os envolvidos negam irregularidades.
Foram cumpridos um total de 42 mandados em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.
A gestora Reag foi alvo também na Operação Carbono Oculto, lançada em outubro de 2025, que apura ligação entre a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o setor de combustíveis e o mercado financeiro.
Por determinação do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, o material apreendido ficará sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR). Inicialmente, o magistrado havia decidido que os itens fossem enviados ao STF e depois acessados pela PF, mas a decisão foi revertida após pedido da PF e da PGR.
Na prática, a PF ainda não terá acesso imediato aos equipamentos recolhidos, porém deverá mantê-los carregados. A PGR poderá analisar o material antes que a corporação policial tenha acesso a ele.
Créditos: Valor Globo