Trump afirma que execuções no Irã estão parando e que não há novos planos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (14) que “não há planos para execuções” no Irã e que a “matança está parando”.
No Salão Oval da Casa Branca, ele declarou: “Fomos informados de que as mortes no Irã estão cessando e que não há planos de execuções”. Acrescentou ainda que “as mortes pararam. As execuções pararam”.
Trump complementou: “Não há nenhum plano para execuções, nem haverá nenhuma execução. Recebi essa informação de uma fonte confiável. Vamos nos informar. Tenho certeza de que, se isso acontecer, ficarei muito chateado”.
A fala ocorre em um momento em que o presidente norte-americano avalia possíveis ações contra o Irã, como reação à repressão violenta contra manifestantes antigoverno, incluindo a possibilidade de ataques militares.
Nos dias recentes, Trump demonstrou apoio aos manifestantes iranianos, prometendo que “a ajuda está a caminho” e alertando o Irã contra a execução de qualquer manifestante.
Desde o início da repressão, no mês passado, ao menos 2.400 manifestantes foram mortos, segundo a agência Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos.
Grupos de direitos humanos relataram que o regime iraniano condenou à morte o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, preso há menos de uma semana, conforme informado por um familiar e pelo Departamento de Estado americano.
Os protestos antigoverno no Irã começaram no final de dezembro e representam a maior onda de agitação nacional contra o regime em anos.
Inicialmente, as manifestações começaram em bazares de Teerã, protestando contra a inflação elevada, mas rapidamente se espalharam por todo o país, tornando-se movimentos mais amplos contra o regime.
A insatisfação com a inflação aumentou especialmente na semana passada, quando os preços de bens básicos como óleo de cozinha e frango dispararam rapidamente, e alguns itens desapareceram das prateleiras.
Essa situação foi agravada pela decisão do banco central de extinguir um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos do que no mercado comum. Isso levou lojistas a elevarem preços e alguns a fecharem temporariamente, provocando os protestos.
A ação dos bazaaris, tradicionalmente alinhados à República Islâmica, é uma medida drástica.
O governo de orientação reformista tentou conter a pressão com transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas a medida não conseguiu diminuir o descontentamento.
As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas no dia 8, quinta-feira, data da maior manifestação nacional até o momento, isolando praticamente o país do mundo exterior.
Organizações de direitos humanos informaram que centenas de pessoas morreram desde o início dos protestos.
Enquanto isso, Donald Trump ameaçou atacar o Irã caso as forças de segurança iranianas respondam com força. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu a Trump que “foque em seu próprio país” e acusou os EUA de incitar os protestos.
Créditos: CNN Brasil