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21:09

Trump afirma que execuções no Irã estão parando e que não há novos planos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (14) que “não há planos para execuções” no Irã e que a “matança está parando”.

No Salão Oval da Casa Branca, ele declarou: “Fomos informados de que as mortes no Irã estão cessando e que não há planos de execuções”. Acrescentou ainda que “as mortes pararam. As execuções pararam”.

Trump complementou: “Não há nenhum plano para execuções, nem haverá nenhuma execução. Recebi essa informação de uma fonte confiável. Vamos nos informar. Tenho certeza de que, se isso acontecer, ficarei muito chateado”.

A fala ocorre em um momento em que o presidente norte-americano avalia possíveis ações contra o Irã, como reação à repressão violenta contra manifestantes antigoverno, incluindo a possibilidade de ataques militares.

Nos dias recentes, Trump demonstrou apoio aos manifestantes iranianos, prometendo que “a ajuda está a caminho” e alertando o Irã contra a execução de qualquer manifestante.

Desde o início da repressão, no mês passado, ao menos 2.400 manifestantes foram mortos, segundo a agência Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos.

Grupos de direitos humanos relataram que o regime iraniano condenou à morte o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, preso há menos de uma semana, conforme informado por um familiar e pelo Departamento de Estado americano.

Os protestos antigoverno no Irã começaram no final de dezembro e representam a maior onda de agitação nacional contra o regime em anos.

Inicialmente, as manifestações começaram em bazares de Teerã, protestando contra a inflação elevada, mas rapidamente se espalharam por todo o país, tornando-se movimentos mais amplos contra o regime.

A insatisfação com a inflação aumentou especialmente na semana passada, quando os preços de bens básicos como óleo de cozinha e frango dispararam rapidamente, e alguns itens desapareceram das prateleiras.

Essa situação foi agravada pela decisão do banco central de extinguir um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos do que no mercado comum. Isso levou lojistas a elevarem preços e alguns a fecharem temporariamente, provocando os protestos.

A ação dos bazaaris, tradicionalmente alinhados à República Islâmica, é uma medida drástica.

O governo de orientação reformista tentou conter a pressão com transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas a medida não conseguiu diminuir o descontentamento.

As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas no dia 8, quinta-feira, data da maior manifestação nacional até o momento, isolando praticamente o país do mundo exterior.

Organizações de direitos humanos informaram que centenas de pessoas morreram desde o início dos protestos.

Enquanto isso, Donald Trump ameaçou atacar o Irã caso as forças de segurança iranianas respondam com força. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu a Trump que “foque em seu próprio país” e acusou os EUA de incitar os protestos.

Créditos: CNN Brasil

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