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Trump diz que matança no Irã parou e não há planos de novas execuções

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (14) ter sido informado de que a “matança” no Irã foi interrompida e que não existem planos para novas execuções.

Essa manifestação ocorre durante a maior onda de protestos já vivida pela República Islâmica do Irã. Autoridades do país afirmam que mais de 2.000 pessoas morreram durante a repressão aos protestos, enquanto organizações de direitos humanos estimam que o número ultrapassa 2.600.

Trump afirmou, em um evento na Casa Branca, que recebeu essa informação de uma “fonte segura”, dizendo: “O massacre no Irã está parando. Parou. E não há plano para execuções”, mas não deu mais detalhes.

Mais cedo, os Estados Unidos anunciaram a retirada parcial do seu pessoal de bases militares no Oriente Médio como medida preventiva em meio ao aumento das tensões. Essa decisão foi tomada depois que o Irã avisou países da região sobre o possível ataque a bases americanas caso os EUA lançassem uma ofensiva.

O presidente Trump tem ameaçado intervir no Irã para apoiar os manifestantes. Em entrevista à CBS News na terça-feira (13), ele prometeu uma “ação muito forte” caso o governo iraniano execute manifestantes e incentivou a continuidade das manifestações.

O governo iraniano acusa os Estados Unidos e Israel de fomentarem a instabilidade dentro do país, afirmando que enfrentam grupos armados considerados “terroristas”. Uma fonte citada pela Reuters indicou que, apesar da violência intensa, o governo iraniano não demonstra sinais de colapso imediato.

Trump tem indicado que pode autorizar um ataque ao Irã a qualquer momento, mas essa possibilidade enfrenta resistência dentro da Casa Branca. Mesmo aliados regionais e rivais de Teerã pedem cautela.

De acordo com o jornal The Wall Street Journal, Trump ainda não decidiu o que fazer. As opções consideradas incluem ataques militares contra alvos iranianos, ciberataques e novas sanções econômicas. Uma autoridade da Casa Branca assegurou que um ataque é mais provável do que improvável.

Membros de alto escalão do governo americano tentam convencer Trump a priorizar uma solução diplomática, posição apoiada pelo vice-presidente J.D. Vance.

Enquanto isso, países rivais do Irã pressionam para evitar uma intervenção militar. Arábia Saudita, Omã e Catar alertaram a Casa Branca que um ataque poderia afetar o mercado de petróleo e causar instabilidade interna na região.

Créditos: G1

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