França, Alemanha e países nórdicos enviam tropas para a Groenlândia
França, Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram nesta quarta-feira, 14, o envio de soldados para a Groenlândia com o objetivo de proteger a ilha ártica. A Groenlândia, um Estado semiautônomo pertencente à Dinamarca, está sob o interesse do presidente americano Donald Trump, que busca anexá-la aos Estados Unidos.
Para conter essa intenção, países membros da Otan organizam a operação Arctic Endurance, uma iniciativa conjunta para garantir a defesa coletiva da região, incluindo Estados Unidos e Dinamarca.
O presidente francês Emmanuel Macron confirmou que a França participará dos exercícios conjuntos solicitados pela Dinamarca, com os primeiros contingentes já a caminho da Groenlândia. O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, também afirmou que tropas suecas já estavam chegando para participar das ações coordenadas pela Dinamarca.
O Ministério da Defesa da Alemanha ressaltou que a missão visa avaliar as condições para contribuir militarmente com a Dinamarca na segurança regional, especialmente em vigilância marítima.
A Noruega declarou que as decisões referentes à Groenlândia cabem unicamente à Dinamarca e à própria ilha, conforme o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre.
O vice-primeiro-ministro da Groenlândia, Múte Egede, informou que mais soldados da Otan devem aumentar a presença militar no território nos próximos dias, ao comentar um encontro na Casa Branca com líderes da Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos.
Donald Trump destacou seu interesse estratégico na Groenlândia, citando a construção de um sistema americano de defesa antimísseis, denominado “Domo de Ouro”. Além da importância militar, a ilha possui vastos recursos naturais como minérios, petróleo e terras raras, reforçando o interesse dos EUA.
O presidente americano alegou ainda que China e Rússia buscam influenciar a região e questionou a capacidade da Dinamarca de conter uma possível ação militar dessas potências. Trump mencionou a possibilidade de adquirir a Groenlândia por compra ou até mesmo por meio de uma invasão militar.
Créditos: Estadão