Economia
09:07

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da gestora Reag envolvida com Master e PCC

O Banco Central determinou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da CBSF DTVM, anteriormente chamada Reag, gestora envolvida em investigações relacionadas a braços do PCC no mercado financeiro e, mais recentemente, ao Banco Master.

De acordo com o BC, a decisão, assinada pelo presidente Gabriel Galípolo, decorre de graves infrações às normas que regulam as instituições financeiras.

A medida ocorre após o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, ser alvo de nova operação da Polícia Federal que apura fraudes no Banco Master, especificamente a concessão de créditos fraudulentos.

Na fase inicial da operação, o empresário Vorcaro foi preso antes da liquidação do Banco Master, mas posteriormente foi liberado. Na noite de quarta-feira (14), Galípolo se reuniu com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, embora detalhes da conversa não tenham sido divulgados.

Em 2025, a Reag já havia sido investigada na Operação Carbono Oculto, suspeita de conexão com esquemas de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis.

O Banco Central afirmou que seguirá adotando medidas legais para apurar responsabilidades e que os resultados poderão levar a sanções administrativas e comunicações às autoridades competentes, conforme a legislação.

Em decorrência da liquidação, os bens dos controladores e ex-administradores da instituição ficam indisponíveis. O liquidante designado é Antonio Pereira de Souza, da APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda, com experiência em liquidações anteriores, como a do Banco Bamerindus.

A Reag atuava no segmento de pequeno porte com baixa relevância sistêmica e, em 2025, ocupou a 56ª posição no ranking de câmbio do Banco Central, com participação de 0,081% no volume financeiro e 0,14% no número de operações de câmbio no país.

Além disso, o Banco Central também decretou a liquidação extrajudicial da Advanced Corretora de Câmbio devido ao grave comprometimento econômico-financeiro e desvios normativos, embora esses processos não estejam relacionados.

Informações reportadas pelo Estadão Conteúdo.

Créditos: InfoMoney

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