EUA aplicam sanções a iranianos ligados à repressão de protestos
Os Estados Unidos impuseram sanções nesta quinta-feira (15) a cinco funcionários iranianos acusados de participarem da repressão aos protestos no Irã, além de monitorar os fundos de líderes iranianos enviados a bancos internacionais. Essa ação reflete o aumento da pressão do governo de Donald Trump sobre Teerã.
Segundo comunicado do Departamento do Tesouro dos EUA, as sanções foram aplicadas ao Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e a comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica e das forças de segurança, apontados como os responsáveis pela repressão.
Em vídeo divulgado na mesma data, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a mensagem dos EUA aos líderes iranianos é clara e ofereceu a possibilidade de mudança: “Ainda há tempo, se decidirem se juntar a nós. Como disse o presidente Trump: parem com a violência e apoiem o povo do Irã”.
Também foram sancionadas 18 pessoas relacionadas à lavagem de dinheiro oriundo da venda de petróleo e produtos petroquímicos iranianos para mercados estrangeiros, vinculadas a redes financeiras sombrio e bancos iranianos já sancionados.
Essa medida integra uma série de ações do governo Trump desde que retomou a política de “pressão máxima” sobre o Irã, que busca zerar suas exportações de petróleo e impedir a fabricação de armas nucleares.
Trump tem repetidamente manifestado apoio aos manifestantes iranianos, cujo governo vem respondendo com forte repressão aos protestos iniciados em 28 de dezembro.
Bessent reafirmou o compromisso dos EUA: “Apoiamo firmemente o povo iraniano em sua luta por liberdade e justiça” e declarou que o Tesouro utilizará todas as ferramentas para atingir os responsáveis pela opressão dos direitos humanos.
Os protestos no Irã começaram contra o aumento dos preços e se transformaram em um dos maiores desafios ao regime clerical desde a Revolução Islâmica de 1979.
De acordo com o grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, até o momento foram confirmadas 2.435 mortes entre manifestantes e 153 entre pessoas relacionadas ao governo.
Créditos: Valor