Internacional
15:08

María Corina Machado se reúne com Trump na Casa Branca após tensão na Venezuela

A líder da oposição venezuelana e laureada com o Nobel da Paz, María Corina Machado, chegou à Casa Branca na tarde de quinta-feira, 15, para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Após a operação americana que capturou Nicolás Maduro, sua vice, Delcy Rodríguez, assumiu o comando interino da Venezuela, mantendo o chavismo no poder e deixando a oposição marginalizada, inclusive por Trump.

Machado chegou vestida com um terno branco e foi escoltada para um almoço fechado dentro da Casa Branca, segundo a agenda oficial.

A reunião ocorre após Trump recusar apoiar a oposição venezuelana para assumir o lugar vazio deixado por Maduro. María Corina, que elogiou diversas vezes a ação militar dos EUA e agradeceu a Trump por aproximar a liberdade na Venezuela, defende que Edmundo González Urrutia, apontado por levantamentos independentes como vencedor das eleições fraudulentas de 2024, assuma a presidência imediatamente.

Desde 2023, María Corina lidera a oposição venezuelana após vencer as primárias para concorrer contra Maduro em julho de 2024. Sua candidatura foi barrada por uma manobra do regime, e ela apoiou González Urrutia para representar a oposição.

Apesar das acusações de fraude, Maduro declarou-se reeleito e assumiu um novo mandato de seis anos em janeiro do ano passado.

Desde então, María Corina vive escondida na Venezuela e, devido à perseguição, González fugiu para o exílio em Madri. Ela deixou o país em novembro para participar da cerimônia do Nobel em Oslo e não retornou.

Embora os resultados eleitorais indiquem vitória de González e ele tenha sido reconhecido pelos EUA, União Europeia e países da América Latina como presidente eleito, Trump não defendeu que o diplomata ou María Corina assumam o governo após a queda de Maduro.

Trump afirmou que María Corina “é uma mulher simpática”, mas que ela não tem apoio suficiente para liderar uma transição. Ele sugeriu que os EUA “governarão” a Venezuela por tempo indeterminado, sem detalhar como ou por quanto tempo, até que uma transição justa e sensata seja possível.

Além disso, afirmou que a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina, aceitou “fazer o que for necessário” para atender aos interesses americanos. Embora tenha feito acordos para vender o petróleo venezuelano sancionado aos EUA, Rodríguez mantém um discurso firme internamente, denunciando a operação em Caracas como uma “agressão à soberania” e exigindo a libertação de Maduro. Eles conversaram por telefone na quarta-feira, 14, e ela teria feito um discurso sobre o estado da nação nesta quinta-feira.

Créditos: Veja Abril

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