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15:07

Delegada Layla Lima Ayub é presa por suspeita de ligação com PCC em SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã de sexta-feira (16), a delegada recém-empossada Layla Lima Ayub, principal alvo da Operação Serpens, que investiga a infiltração da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) na estrutura do estado.

A ação é uma operação conjunta da Corregedoria-Geral da Polícia Civil e do Gaeco (Ministério Público) dos estados de São Paulo e Pará.

Layla Lima Ayub tem um histórico profissional que inclui atuação como policial militar no Espírito Santo e trabalho como advogada criminalista.

Apesar de manter perfil discreto nas redes sociais, ela foi reconhecida pela OAB por sua atuação como mulher empoderada e participou de eventos e podcasts que incentivam a valorização feminina na segurança pública.

A delegada iniciou seu trabalho no cargo em uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no dia 19 de dezembro do ano anterior.

Antes de integrar a Polícia Civil de São Paulo, Layla teria mantido um relacionamento com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como ‘Dedel’, integrante do PCC no Pará.

Após assumir o cargo de delegada, em 28 de dezembro, ela teria atuado irregularmente como advogada durante audiência de custódia em Marabá, buscando a liberação de um membro da facção naquela cidade.

A prisão de Layla ocorreu em uma residência alugada na Zona Oeste de São Paulo. Antes disso, ela atuou como policial militar no Espírito Santo.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos tanto em São Paulo quanto em Marabá (PA). Pertences recolhidos no armário da delegada na Academia de Polícia passarão por perícia.

O juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, que decretou a prisão, ressaltou a gravidade do caso e o risco de o crime organizado financiar candidatos para concursos públicos com o intuito de infiltrar as forças de segurança.

Na decisão, o magistrado afirmou: “Se comprovado que o PCC arregimentou a investigada para passar em um concurso de delegada, podemos afirmar que, se já não nos tornamos um narcoestado, estamos a poucos passos disso.”

O corregedor-geral da Polícia Civil, João Beolchi, declarou que as provas contra Layla são “muito robustas”. O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, reforçou que a inteligência do estado atua para impedir a infiltração do crime organizado em carreiras públicas.

Em nota, a Polícia Civil destacou a prioridade no combate à influência de organizações criminosas dentro da instituição.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo informou que, por meio de seus mecanismos internos, identificou indícios de irregularidades envolvendo uma delegada recém-empossada, com possível atuação relacionada a organização criminosa.

Diante dos indícios iniciais, foram adotadas providências imediatas, com abertura de procedimentos administrativos e criminais, além da realização de diligências para uma apuração rigorosa e completa.

Os dados indicam possível exercício de atividade incompatível com o cargo público e vínculos pessoais e profissionais com integrante de facção criminosa interestadual.

A Polícia Civil reafirma seu empenho permanente em prevenir e impedir a infiltração e influência do crime organizado no corpo policial, missão que abrange todas as carreiras da instituição e constitui uma prioridade estratégica.

Todas as investigações seguem critérios de imparcialidade, rigor técnico e sigilo, garantindo o devido processo legal e a integridade da servidora.

Essa atuação conjunta entre Polícia Civil e Ministério Público visa fortalecer a detecção, prevenção e responsabilização de desvios funcionais.

A instituição reitera seu compromisso com a legalidade, transparência e proteção da sociedade, trabalhando para impedir qualquer tentativa de infiltração do crime organizado na Polícia Civil e mantendo a confiança da população paulista.

Créditos: ND Mais

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