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18:08

PGR prevê 4 a 6 meses para perícia da nova fase da operação sobre Banco Master

A Procuradoria-Geral da República (PGR) estima que levará de quatro a seis meses para analisar o vasto conjunto de informações obtidas na última operação relacionada ao Banco Master, segundo uma fonte com conhecimento direto do caso.

A instituição precisará examinar a quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas físicas e jurídicas, algumas com movimentação financeira bilionária, além de analisar o material apreendido em 42 endereços autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo dezenas de celulares e computadores, declarou a fonte à Reuters.

Por conta do volume, é improvável que conclusões sejam alcançadas antes do fim do primeiro semestre deste ano. Após essa fase, a PGR decidirá se apresentará acusações criminais formais, incluindo contra Daniel Vorcaro, acionista controlador do Master.

De acordo com a fonte, a PGR possui estrutura técnica para realizar todas as perícias e análises necessárias, contando com apoio da Polícia Federal (PF).

Em sua decisão, o relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli, determinou que o material fosse encaminhado para a PGR, uma medida considerada atípica visto que, recentemente, a PF vinha realizando estas análises e repassando os resultados ao Ministério Público.

“Temos estrutura para analisar o material, desde a extração dos dados brutos até a análise da movimentação financeira”, afirmou a fonte, mencionando que a PGR já realizou análise similar no inquérito dos ataques de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes.

A fonte ressaltou que, apesar da determinação de Toffoli, a cooperação entre PGR e PF segue positiva e sem conflitos operacionais.

Nesta sexta, Toffoli aprovou a prorrogação por 60 dias do inquérito sobre o Master, a pedido da PF. É comum que investigações no STF tenham prorrogações sucessivas, desde que justificadas.

Na quinta-feira, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, reuniram-se para discutir procedimentos entre as duas instituições, focando na preservação das provas e definindo uma estratégia conjunta sob supervisão do STF.

Além disso, a PGR não avalia solicitar ao STF a reversão da liquidação do Banco Master determinada pelo Banco Central, pois o foco da investigação é criminal, apurando possíveis fraudes na gestão do banco.

Até o momento, nenhum acordo de delação premiada foi cogitado ou procurado no âmbito da PGR, e é improvável que isso ocorra antes da análise completa dos documentos, já que eventual colaboração precisaria apresentar elementos novos para ser considerada.

Créditos: Reuters

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