Impeachment de Julio Casares no São Paulo evidencia crise na gestão do clube
Julio Casares deverá sofrer impeachment no São Paulo, e muitos consideram que isso já está atrasado.
Ele é produto de um sistema político decadente que se tornou a marca do clube. Apesar disso, ninguém contesta seu fanatismo como torcedor são-paulino.
O São Paulo mantém uma exigência anacrônica: apenas torcedores podem se candidatar à presidência, além disso, somente conselheiros podem concorrer. O estatuto exige que candidatos a conselho sejam torcedores do clube, e isso deve ser declarado e comprovado por três conselheiros vitalícios por escrito sob a forma de uma declaração de “fé são-paulina”.
Para os conselheiros vitalícios, são necessários cinco outros vitalícios que atestem essa fé no clube.
É hora do São Paulo, como qualquer equipe, priorizar a competência em vez de pessoas que apenas declaram apegos emocionais, como ter estado na arquibancada ou camarote do Morumbi na conquista da Libertadores de 1992.
O clube tem exemplos recentes de ídolos que falharam como dirigentes, como Raí e Muricy Ramalho.
Os cartolas, todos com seus “atestados escritos de são-paulinos”, têm sido desastrosos.
Embora seja desejável que alguém competente também seja torcedor, o mais importante para o torcedor é que a gestão seja eficiente e que o clube conquiste títulos com responsabilidade financeira.
O que realmente importa é que o gestor seja habilidoso e honesto, independentemente de qual time ele torça.
A “fé são-paulina” deve ser reservada a quem vibra e sofre com o clube, não para quem administra.
Créditos: ESPN Brasil