Economia
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Toffoli prorroga em 60 dias investigações da PF sobre Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação por mais 60 dias das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) relacionadas ao Banco Master, atendendo a um pedido feito pela corporação.

Na decisão, Toffoli afirmou que os argumentos apresentados justificam a extensão do prazo para conclusão do inquérito. “Considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, escreveu o ministro.

Toffoli é o relator do inquérito no STF que apura suspeitas de irregularidades envolvendo a instituição financeira, que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. A liquidação ocorreu após a autoridade monetária identificar graves problemas de solvência e indícios de práticas irregulares na gestão do banco.

Os procedimentos investigativos buscam esclarecer as condutas de executivos, investidores e empresários ligados ao Banco Master, além de apurar possíveis crimes financeiros como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e desvio de recursos. A complexidade do caso, o grande volume de documentos apreendidos e a necessidade de análises técnicas detalhadas foram apontados como motivos para solicitar mais prazo.

Na manhã de quarta-feira, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação relacionada ao caso. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços vinculados a Daniel Vorcaro, controlador e proprietário do Banco Master. A PF também cumpriu um mandado de prisão temporária contra Fabiano Campos Zettel, investidor e cunhado de Vorcaro, considerado um dos principais alvos dessa etapa das investigações.

Além disso, foi realizada busca pessoal no empresário Nelson Tanure, que mantém relações comerciais e societárias com o grupo investigado. Segundo a Polícia Federal, essas medidas tinham como objetivo recolher novos elementos de prova e rastrear fluxos financeiros suspeitos.

Com a prorrogação determinada pelo STF, a Polícia Federal terá mais dois meses para finalizar os relatórios, analisar o material apreendido e, se necessário, propor novas ações investigativas antes do encerramento do inquérito ou seu envio ao Ministério Público.

Créditos: O Globo

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