Internacional
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Macron reafirma apoio militar à Groenlândia após ameaças tarifárias de Trump

O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou neste sábado (17) que manterá o apoio militar à Groenlândia em resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump anunciou que aplicará tarifas sobre exportações de alguns países europeus para pressionar a compra do território autônomo pertencente à Dinamarca.

A partir de 1º de fevereiro, os Estados Unidos cobrarão uma taxa de 10% sobre mercadorias oriundas da Alemanha, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Reino Unido e Suécia. Essa tarifa aumentará para 25% em 1º de julho.

Em uma publicação no X (ex-Twitter), Macron criticou a medida, afirmando que “as ameaças tarifárias são inaceitáveis e não têm lugar neste contexto”. Ele declarou que os europeus responderão de modo unificado e coordenado, caso as tarifas sejam confirmadas, garantindo o respeito à soberania europeia.

Macron afirmou que a França está comprometida com a soberania e independência das nações, tanto na Europa quanto em outras regiões, e que esse princípio orienta as escolhas do seu governo e fundamenta o compromisso com a Organização das Nações Unidas (ONU). Por essa razão, disse que decidiu participar do exercício organizado pela Dinamarca na Groenlândia e continuará apoiando a Ucrânia.

“Nenhuma ameaça pode nos influenciar, nem na Ucrânia, na Groenlândia ou em qualquer outro lugar do mundo”, afirmou o presidente francês. Ele planeja discutir o assunto com líderes europeus, sem especificar se tratará apenas dos planos de Trump sobre a Groenlândia ou também do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Na última quinta-feira (15), países como Alemanha, Finlândia, França, Holanda, Noruega e Suécia enviaram militares à Groenlândia a pedido da Dinamarca, após as ameaças de Trump.

Durante seu primeiro mandato, Trump já defendeu a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos. Ao retornar à presidência em janeiro de 2025, voltou a apresentar a pauta, alegando que o território é estratégico para a segurança nacional. Especialistas indicam que Washington deseja controlar as rotas marítimas para dificultar o comércio chinês. Além disso, a região possui grandes reservas de petróleo, gás natural e minerais, embora a exploração seja restrita devido a regras locais.

Créditos: Jovem Pan

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