Lula é convidado por Trump para conselho de paz em Gaza com custo de US$ 1 bilhão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu um convite no sábado (17) para integrar o Conselho de Paz da Faixa de Gaza, proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A participação no conselho, que reúne líderes e ex-líderes mundiais, além de officials americanos, exige o pagamento de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,37 bilhões) em dinheiro caso o integrante queira um cargo vitalício.
A exigência consta no projeto de estatuto do conselho, ao qual a Agência Reuters teve acesso. O texto prevê que os membros cumpram um mandato de três anos, podendo renovar. Contudo, para permanecerem por mais de três anos, é necessário um aporte financeiro de US$ 1 bilhão para o conselho no primeiro ano, o que elimina o limite de tempo nas funções.
Apesar das informações da Reuters, a Casa Branca negou a existência de uma taxa mínima para adesão, afirmando que a oferta garante filiação permanente a países parceiros comprometidos com paz, segurança e prosperidade.
Trump anunciou o conselho como parte da segunda fase do plano dos EUA para buscar o fim do conflito na Faixa de Gaza, incluindo a formação de um governo de transição. O presidente dos EUA destacou nas redes sociais que o conselho é o mais prestigiado já formado.
Além de Lula, o presidente da Argentina, Javier Milei, também foi convidado. Milei publicou nas redes sociais o convite e expressou ser uma honra participar da iniciativa de Trump, que conta com integrantes como o secretário de Estado americano Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Outros membros convidados são o empresário americano Marc Rowan e Robert Gabriel, assistente de Trump no Conselho de Segurança Nacional. Trump presidirá o conselho.
A estrutura do conselho visa discutir temas como governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento e mobilização de capital.
Adicionalmente, Trump nomeou o major-general americano Jasper Jeffers para liderar a Força Internacional de Estabilização em Gaza, que terá a missão de garantir a segurança e treinar uma nova força policial para substituir o Hamas.
Fontes próximas indicam que Lula pretende avaliar o convite na próxima semana antes de se pronunciar oficialmente sobre sua participação.
Créditos: NSC Total