Incêndios no Chile causam 16 mortes e deslocam 20 mil pessoas
O presidente chileno Gabriel Boric declarou estado de catástrofe nas regiões de Ñuble e Bío Bío, no sul do Chile, devido aos incêndios florestais que deslocaram cerca de 20 mil pessoas e resultaram em ao menos 16 mortes.
Segundo a agência florestal chilena Conaf, na manhã deste domingo, 24 incêndios ativos ainda queimavam no país, com destaque para os focos nas regiões de Ñuble e Bío Bío. Ambas estão localizadas a cerca de 500 km ao sul de Santiago, capital chilena, onde o governo decretou estado de catástrofe.
“Diante dos graves incêndios florestais em curso, decidi declarar estado de catástrofe nas regiões de Ñuble e Biobío. Todos os recursos estão disponíveis”, afirmou Boric em publicação na rede social X.
O ministro da Segurança, Luis Cordero, confirmou 15 mortes na região de Bío Bío e informou que um óbito foi registrado em Ñuble no sábado (17).
Os incêndios já destruíram quase 8.500 hectares nas duas regiões, ameaçando diversas comunidades locais, que foram orientadas a evacuar as áreas afetadas.
A agência nacional de desastres chilena, Senapred, informou que quase 20 mil pessoas foram evacuadas e pelo menos 250 casas foram destruídas pelo fogo.
As autoridades destacam que ventos fortes e altas temperaturas contribuíram para a rápida propagação do fogo e dificultaram o combate pelos bombeiros. Grande parte do Chile estava sob alerta de calor extremo, com temperaturas estimadas de até 38°C entre Santiago e Bío Bío para domingo e segunda-feira (19).
Tanto o Chile quanto a Argentina enfrentam ondas de calor e temperaturas extremas desde o começo do ano, incluindo grandes incêndios na Patagônia argentina no início do mês.
Créditos: Folha de S.Paulo