Internacional
18:04

Oito países europeus reforçam segurança no Ártico após ameaças de Trump à Groenlândia

No último domingo (18), oito países europeus assinaram uma declaração conjunta reafirmando o compromisso com a segurança da Groenlândia, território no Ártico, após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha.

Além da Dinamarca, que detém autonomia sobre a Groenlândia, os signatários são Finlândia, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido.

A declaração expressa que, como membros da Otan, estão empenhados em fortalecer a segurança na região do Ártico, que consideram um interesse transatlântico compartilhado. O texto também alerta que ameaças tarifárias podem prejudicar as relações transatlânticas e causar uma espiral descendente perigosa, fazendo referência à ameaça de Trump de impor tarifas a aliados contrários à anexação da ilha.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca afirmou ter certeza do apoio forte e contínuo da União Europeia em relação à Groenlândia. Ele acrescentou que, apesar das ameaças norte-americanas, deseja continuar a buscar uma solução diplomática para a situação.

No sábado (17), o presidente americano anunciou planos de aumentar impostos sobre produtos importados desses países europeus, iniciando com uma tarifa de 10% a partir de fevereiro, podendo chegar a 25%.

Embaixadores europeus marcaram uma reunião emergencial para discutir a questão no mesmo domingo, e Trump deve se reunir com líderes europeus durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, comentou ter conversado com Trump sobre a situação de segurança na Groenlândia e no Ártico e espera encontrá-lo em Davos.

Nos últimos dias, protestos contra as declarações do presidente americano ocorreram na Dinamarca e na Groenlândia. Uma pesquisa de janeiro de 2025 indicou que 85% da população groenlandesa rejeita a ideia de se integrar aos Estados Unidos.

Trump defende que a ilha é de importância estratégica para a segurança dos EUA devido à sua localização e aos seus vastos depósitos minerais. Na quarta-feira anterior, autoridades dinamarquesas se reuniram em Washington com líderes americanos, mas sem chegar a um acordo sobre a situação.

Créditos: Folha de S.Paulo

Modo Noturno