Internacional
18:05

Trump propõe taxa de US$ 1 bilhão para países no Conselho da Paz

O governo do presidente Donald Trump deseja que os países paguem US$ 1 bilhão para participar do “Conselho da Paz”, conforme informou a Bloomberg News neste sábado (17), citando um rascunho do estatuto da entidade.

Segundo a reportagem, Trump assumiria o papel de presidente inaugural do conselho, e os países-membros teriam mandatos de até três anos a partir da vigência do estatuto, com possibilidade de renovação a critério do presidente do conselho.

A Casa Branca qualificou a reportagem como “enganosa” e declarou que não há taxa mínima para adesão ao “Conselho da Paz”.

O Departamento de Estado dos EUA respondeu à Reuters, que não conseguiu verificar a informação de forma independente, remetendo a publicações anteriores feitas por Trump e pelo enviado especial Steve Witkoff nas redes sociais, nas quais não há menção a valores.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu convite de Donald Trump para integrar o “Conselho da Paz” com foco em Gaza, mas ainda não aceitou o convite. Fontes indicam que Lula deverá avaliar a decisão na próxima semana, e o governo brasileiro só se manifestará oficialmente após a decisão do presidente.

Também neste sábado, o presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou o convite e, ao compartilhar a carta-convite, afirmou no X que será “uma honra” participar da iniciativa liderada por Trump e composta pelo secretário de Estado americano Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Outros convidados incluem o empresário bilionário Marc Rowan e Robert Gabriel, assistente de Trump no Conselho de Segurança Nacional. Trump será o presidente do órgão.

De acordo com a Casa Branca, o conselho discutirá temas como fortalecimento da governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital.

Além disso, Trump designou nesta sexta-feira o major-general americano Jasper Jeffers para comandar a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza, que terá a missão de manter a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial para suceder ao Hamas.

Créditos: g1

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