Motim em presídios deixa policiais mortos e motiva toque de recolher na Guatemala
Neste domingo (18), a Guatemala enfrentou um surto de violência em várias regiões do país. Gangs, lideradas pela Barrio 18, declarada grupo terrorista pelo governo, orquestraram motins simultâneos em presídios e lançaram ataques contra policiais, resultando na morte de sete agentes.
O governo reagiu cancelando as aulas e mobilizando o Exército para patrulhar as ruas.
A escalada da violência ocorreu depois que as autoridades retomaram o controle do presídio Renovación 1, no sul do país, que havia sido tomado pelos detentos desde sábado (17).
A gangue Barrio 18 exigia mais privilégios penitenciários para o seu líder Aldo Duppie, conhecido como El Lobo, condenado a mais de 2.000 anos de prisão.
De acordo com o ministro do Interior da Guatemala, Marco Antonio Villeda, sete policiais foram mortos, um integrante da gangue também perdeu a vida, e outros dez policiais ficaram feridos.
O ministro afirmou que não fará concessões ao grupo armado e que está focado em garantir o cumprimento da lei. Até o último boletim, rebeliões continuavam em outros dois presídios.
Imagens mostram policiais guatemaltecos contendo detentos envolvidos no motim em Renovación 1.
Devido à agravante ameaça, as autoridades ordenaram o envio do Exército às ruas e deram férias escolares em todo o país para o dia seguinte, segunda-feira (19).
O diretor da Polícia Nacional Civil, David Boteo, não descartou a possibilidade de ataques a civis e recomendou que a população evite sair de casa.
Em outubro de 2025, o Congresso da Guatemala classificou a Barrio 18 como grupo terrorista, decisão seguida pelo governo dos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump.
Créditos: g1