Resultados do Enamed indicam melhores cursos de Medicina com notas 4 e 5
Na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), 163 dos 351 cursos de Medicina avaliados alcançaram as maiores notas no Conceito Enade, com 4 ou 5 na escala que vai de 1 a 5.
O Enamed é uma prova anual promovida pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Essa avaliação específica para Medicina é uma versão do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).
Entre os cursos com os melhores desempenhos, 114 receberam conceito 4 e 49 tiveram conceito 5.
A participação no Enamed 2025 foi obrigatória para todos os estudantes concluintes inscritos pelas instituições no exame.
A prova foi composta por diversos conteúdos, buscando avaliar a formação médica de forma completa.
Importante destacar que três questões do Enamed foram idênticas às do Revalida — exame para médicos formados no exterior que desejam atuar no Brasil. Apesar de ambos os exames terem sido aplicados no mesmo dia, em 19 de outubro, as questões foram anuladas apenas no Enamed.
Além de avaliar a qualidade dos cursos de Medicina pelo desempenho dos estudantes, o exame pode servir para seleção em programas de residência médica, nas especialidades de acesso direto.
O Conceito Enade é calculado a partir do desempenho dos alunos. Considera-se o número de estudantes que fizeram a prova e quantos deles demonstraram proficiência, ou seja, conhecimento suficiente conforme a avaliação.
O balanço do Enamed revelou o percentual de proficiência dos cursos distribuído por faixas.
Dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2 e deverão enfrentar sanções. Outros 243 cursos tiveram avaliações regulares e boas, com notas entre 3 e 5, e um curso não obteve pontuação, ficando sem conceito.
As punições para cursos com avaliações ruins podem incluir veto à entrada de novos alunos, corte de vagas e suspensão do acesso ao Fies e outros programas federais. As piores notas foram registradas em universidades municipais.
Créditos: g1