Trump, em um ano, abala ordem mundial vigente há oito décadas
Nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, marca-se o primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Apesar de completar apenas 365 dias, sua gestão tem sido marcada por iniciativas impactantes, que fazem parecer que atua mais como um imperador global do que como líder americano.
Durante esse período, Trump já abalou um sistema mundial que estava estabelecido há 80 anos. Essa constatação não é uma opinião isolada: especialistas em relações internacionais e diplomatas do antigo “mundo livre” confirmam que o arranjo global que sustentava a hegemonia dos EUA está em xeque. Vale lembrar que esse sistema foi fundamental para a liderança americana em instituições multilaterais como a ONU e o FMI.
Logo em sua posse, acreditava-se que Trump poderia contar com uma equipe moderada e qualificada. Contudo, ambos os mandatos foram compostos por pessoas alinhadas integralmente aos seus planos, sem espaço para moderação, o que intensificou o impacto de suas ações.
Sem freios ou contrapesos eficazes, Trump desestabilizou a governança global criada após a Segunda Guerra Mundial e coloca em risco a continuidade dessa ordem, alimentando receios de instabilidade e aumento dos investimentos em ativos tradicionais como ouro e prata.
Nesta quarta-feira, dia 21, o presidente americano participará do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. Recentemente, causou repercussão sua proposta para um “Conselho de Paz”, entidade que se apresentaria como substituta da ONU e teria amplos poderes para promover estabilidade e governança legítima em áreas afetadas por conflitos, como a Faixa de Gaza.
O documento que institui o conselho dá poderes ao presidente fundador vitalício – função atribuída a Trump – e permite que ele convide seus integrantes, como já ocorreu com o Brasil. A permanência no conselho exige uma contribuição de US$ 1 bilhão, destinada ao financiamento da entidade e não à reconstrução de regiões em conflito. O mandato dos membros dura três anos, com possibilidade de prorrogação, controlada pelo próprio presidente do conselho.
Assim, Trump, que tem à frente 285 dias até as eleições de meio de mandato em novembro, mantém controle absoluto sobre esse novo organismo, evidenciando a ausência de limites em sua atual gestão.
Créditos: Gaucha ZH