Internacional
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Trump confirma convite a Lula para seu Conselho de Paz e elogia brasileiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) em Washington que convidou seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para participar do seu Conselho de Paz, uma iniciativa paralela à ONU que ele pretende criar.

Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, a repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo, questionou Trump sobre o convite feito a Lula e qual seria o papel do brasileiro nessa entidade, especialmente no contexto da crise envolvendo os EUA e a Venezuela.

O Conselho de Paz foi concebido por Trump para contribuir na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza, com potencial para atuar em outros conflitos internacionais futuramente. Segundo o projeto, os membros teriam mandatos de três anos, podendo se tornar vitalícios mediante pagamento de US$ 1 bilhão em dinheiro.

A coletiva marcou o primeiro aniversário do segundo mandato de Trump. Raquel Krähenbühl também perguntou se o Conselho de Paz substituiria a ONU. Trump criticou a Organização das Nações Unidas, afirmando que, apesar de ser fã de seu potencial, ela não tem sido eficaz na resolução de conflitos, o que motivou a criação de sua própria entidade.

Trump alegou ter contribuído para o fim ou prevenção de várias guerras durante seu primeiro ano no cargo, declaração contestada por analistas.

O segundo mandato do presidente tem sido marcado por decisões e confrontos que afetaram tanto os EUA quanto o cenário global, incluindo a imposição de tarifas, ações militares e ameaças a países aliados.

Antes do pronunciamento, a Casa Branca divulgou um documento listado 365 medidas que seu governo considera conquistas desde o início do mandato.

No discurso, Trump fez críticas severas a imigrantes, destacando os somalis, e mostrou imagens de imigrantes detidos pelo ICE em Minnesota, vinculando-os a crimes, em meio a protestos locais após a morte da cidadã americana Renée Good, causada por um agente de imigração.

Ele qualificou os protestantes contra o ICE como “agitadores profissionais” e repetiu acusações não fundamentadas de que países estrangeiros estariam enviando criminosos propositalmente aos EUA. Em um momento inesperado, elogiou também a gangue de motociclistas Hell’s Angels.

Trump afirmou que seu governo iniciará em breve ações terrestres para combater o tráfico de drogas dentro dos EUA, após ataques navais supostamente terem reduzido o fluxo de drogas por rotas marítimas no Caribe e no Pacífico.

Ele não detalhou os países ou zonas específicas dessas operações terrestres, embora desde dezembro afirme que bombardeios contra traficantes na América Latina começarão “muito em breve”.

A imigração, tema frequente em sua agenda, foi alvo de destaque na coletiva. Antes de assumir, Trump prometeu expulsar todos os imigrantes em situação irregular dos EUA, o que não se concretizou, mas ampliou o corpo de agentes do ICE para perseguir e prender imigrantes, incluindo alguns em processo de regularização.

Até dezembro, foram registrados 605 mil deportações e 1,9 milhão de autodeportações voluntárias. Contudo, a ação rigorosa do ICE gerou ampla revolta, principalmente após a morte da cidadã americana em Minnesota e os protestos subsequentes, que geraram litígio.

Esta reportagem foi produzida com informações do g1.

Créditos: g1

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