Trump destaca ‘milagre econômico’ e critica líderes europeus em Davos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na quarta-feira, 21, para exaltar suas conquistas no primeiro ano de mandato, completado na véspera, e criticar o continente europeu e seus líderes. A fala ocorreu num contexto tenso envolvendo sua campanha para adquirir a Groenlândia, que inclui ameaças de novas tarifas e afetou as relações entre os EUA e a Europa.
Trump chegou à Suíça pouco antes das 10h (horário de Brasília) para participar do evento. Embora tenha sofrido atraso devido a um problema no Air Force One que o fez trocar de aeronave, seu discurso iniciou-se apenas dez minutos após o horário previsto, às 10h40.
Ao saudar o público, afirmou ser um prazer estar no local para encontrar “tantos líderes empresariais, amigos, alguns inimigos e ilustres convidados”. Iniciou citando uma série de realizações que descreveu como um “milagre econômico” no começo de seu governo.
Destacou que a economia está em crescimento, a renda aumentando, a inflação controlada, e a fronteira, antes aberta e perigosa, agora fechada. Segundo ele, trata-se da recuperação econômica mais rápida e dramática na história dos EUA, atribuindo o estado crítico do país que herdou a seu predecessor, o democrata Joe Biden. Disse que os democratas de esquerda radical deixaram o país “morto” e que, agora, os EUA são o país “mais quente do mundo” e o motor econômico global.
Na sequência, criticou a Europa, afirmando que ela “está indo na direção errada”. Segundo Trump, é necessário que outras regiões sigam o exemplo dos EUA, pois partes da Europa estão irreconhecíveis, com gastos governamentais excessivos, imigração sem fim, perda de empregos para o exterior, substituição da energia acessível pela chamada farsa do “novo verde” e imigração de populações distantes.
Disse que esse caminho insensato provocou déficits crescentes, uma grande onda de imigração em massa e a destruição de muitas partes do mundo, enquanto os líderes europeus não sabem como agir.
Ao mencionar as políticas energéticas da Alemanha e do Reino Unido, afirmou que na Europa é possível observar o destino que a esquerda radical dos EUA tentou impor ao país. Essa avaliação está alinhada com a nova estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos, divulgada no mês anterior, que alertava para um “apagamento civilizacional” da Europa e acentuava a necessidade de os EUA auxiliaram o continente a corrigir sua rota atual.
Créditos: Veja Abril