Josias de Souza avalia ataques de Trump à aliança EUA-Europa em Davos
Donald Trump utilizou o palco de Davos para criticar duramente a aliança histórica entre Estados Unidos e Europa, provocando reações e a necessidade de respostas, segundo Josias de Souza, no UOL News do Canal UOL. O ex-presidente fez ataques à OTAN e à soberania da Groenlândia, tensionando as relações entre Washington e Bruxelas.
A União Europeia respondeu convocando seus líderes para negociar uma reação imediata às declarações de Trump. Josias ressalta que a Europa deve reagir com firmeza para evitar ser “tratada como lixo”.
De acordo com o colunista, Trump, ao invés de fortalecer a aliança estratégica estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, inverte a postura tratando os aliados europeus como adversários.
Líderes europeus planejam reunião em Bruxelas em busca de uma resposta unificada, diante do crescente clima de ruptura com os EUA. Josias alerta que, sem uma reação rápida e firme, Trump se sentirá liberado para continuar desrespeitando os países europeus, conforme demonstrado em seu discurso em Davos.
A reunião ocorre com a compreensão de que a antiga aliança entre Europa e Estados Unidos está abalada, com Trump considerando a Groenlândia quase como propriedade americana, criticando os antecessores que permitiram sua devolução.
Josias aponta que uma resposta rigorosa da Europa pode ter impacto significativo, visto que Trump pode retaliar, e os europeus dependem da OTAN. Ele destaca que a Europa deve visar interesses sensíveis dos EUA, como o setor de tecnologia, impondo tarifas severas caso Trump adote medidas unilaterais ou tarifárias.
O colunista enfatiza que a Europa deve deixar claro que qualquer avanço de Trump na tentativa de apropriação da Groenlândia ou imposição de tarifas provocará retaliação à altura, incluindo tarifas draconianas a produtos americanos, atingindo interesses caros ao ex-presidente, como as Big Tech.
Assim, a resposta europeia deve ser estratégica e proporcional às provocações de Trump, para preservar os interesses continentais e a aliança transatlântica.
Créditos: UOL Noticias