Europa reage com cautela a anúncio de Trump sobre acordo da Groenlândia
Autoridades europeias demonstraram cautela após o anúncio do presidente americano, Donald Trump, sobre o acordo envolvendo a Groenlândia. Até o momento, as principais lideranças europeias não se pronunciaram. A reação veio inicialmente do Parlamento Europeu, que congelou um acordo comercial previamente negociado em 2025 com os EUA.
Esse acordo tinha como objetivo reduzir as tarifas impostas por Trump contra a União Europeia de 30% para 15%. As tarifas aplicadas eram similares às que o presidente americano estabeleceu para diversos países.
Na quarta-feira (21), o Parlamento Europeu anunciou a suspensão do acordo. O relator responsável explicou que essa decisão está ligada a um recente aumento tarifário anunciado por Trump no último sábado, com o intuito de punir oito países europeus que enviaram tropas à Groenlândia na semana anterior.
Segundo o relator, Trump está utilizando as tarifas como uma ferramenta de pressão política para forçar a venda da Groenlândia. Nos últimos dias, líderes europeus avaliaram a possibilidade de retaliar o aumento das tarifas, cogitando sobretaxar cerca de 93 bilhões de euros em produtos americanos.
Com a decisão de Trump de suspender temporariamente as tarifas anunciadas, ainda é incerto se o Parlamento Europeu revertará seu congelamento do acordo comercial. No Fórum Econômico Mundial, autoridades europeias receberam o anúncio do presidente americano com cautela.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca declarou estar satisfeito com a suspensão das tarifas relacionadas à crise da Groenlândia, afirmando: “O dia termina melhor do que começou. Espero que este seja um sinal para que possamos dialogar com a equipe de Trump. O importante é que isso resulte em uma conclusão que respeite o povo da ilha”.
Já a ministra das Relações Exteriores da Suécia publicou em redes sociais que a cooperação entre os aliados “deu frutos”.
O mundo aguarda agora a definição dos detalhes do acordo e se a Dinamarca e a Europa aceitarão os termos propostos por Donald Trump.
Créditos: G1