Trump avança em acordo com Otan sobre Groenlândia e suspende tarifas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que avançou em um acordo com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) sobre a Groenlândia, território da Dinamarca que os EUA têm tentado anexar. Ele não deu detalhes sobre a negociação.
Segundo Trump, conversas com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, resultaram em um “avanço na estrutura de um acordo futuro em relação à Groenlândia e toda a região Ártica”.
Com esse acordo, Trump declarou que não aplicará mais tarifas de 10% às importações de países da Otan contrários à compra da Groenlândia, como Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, previstas para começar em 1º de fevereiro.
Anteriormente, ele havia afirmado que as tarifas continuariam até que fosse alcançado um “acordo completo para a compra da Groenlândia” e que, se não houvesse resolução até 1º de junho de 2026, as tarifas subiriam para 25%.
Em postagem na rede social truth Social, Trump mencionou que estão em curso discussões sobre o projeto de defesa antimísseis “Domo de Ouro”, que visa criar um escudo para detectar e neutralizar ameaças como mísseis. Ele informou que as negociações ficariam a cargo do secretário de Estado Marco Rubio, do vice-presidente JD Vance e do enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
Trump já demonstrava interesse em controlar a Groenlândia, tendo manifestado isso em 2019 e antes de assumir um segundo mandato em dezembro de 2024. Ele indicou que, caso não consiga controlar a região pacificamente, fará isso “do jeito difícil”. Após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar na Venezuela, Trump afirmou que “não precisa do direito internacional” e que seu poder está limitado apenas pela sua “própria moralidade”.
Segundo ele, a Groenlândia é estratégica para a segurança nacional dos EUA para conter a ameaça russa, incluindo o desenvolvimento do Domo de Ouro, estimado em US$ 175 bilhões.
Além das ameaças, Trump cogita comprar a Groenlândia e realizar pagamentos diretos aos seus moradores. Contudo, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou em 13 de janeiro que o território autônomo optaria por permanecer associado à Dinamarca, não aos EUA.
Créditos: Poder360