Política
21:05

Palestinos manifestam apoio à entrada do Brasil no Conselho da Paz de Trump

O embaixador Marwan Jebril, líder da representação da Autoridade Nacional Palestina em Brasília, afirmou que os palestinos veem com bons olhos a possível entrada do Brasil no Conselho da Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O Brasil foi convidado pelo governo dos EUA para integrar o comitê que visa a Faixa de Gaza, mas a decisão sobre sua participação ainda não foi comunicada pelo governo brasileiro.

Jebril destacou que a decisão é do Brasil, mas ressaltou a importância da presença de países amigos, lembrando que Israel também faz parte do conselho.

Ele saudou a iniciativa de pacificação e comentou que, apesar da ausência de representação política palestina, a participação de aliados como Egito, Arábia Saudita, Catar, Turquia e Indonésia gera confiança na transitoriedade do conselho.

Segundo o embaixador, o comitê deve ter uma duração máxima de dois anos, para que as competências sobre a Faixa de Gaza possam ser depois transferidas para o governo palestino.

No mesmo dia do lançamento do conselho, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva teve uma conversa telefônica com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina. Conforme comunicado do Ministério das Relações Exteriores, discutiram o plano de paz em andamento e concordaram em manter contato sobre o assunto.

Embora não tenha participado da conversa, Jebril detalhou os termos que os palestinos pressionam para aceitar a adesão ao conselho. Eles pedem que o Brasil defenda a não anexação de territórios palestinos por Israel, a não separação política entre Gaza e Cisjordânia e a busca por uma solução política, não militar ou imposta por terceiros.

O embaixador expressou preocupação com possíveis tentativas de substituir a Organização das Nações Unidas (ONU) pelo conselho, apontando que a substituição da ONU, uma entidade com mais de 80 anos, seria perigosa.

Ele enfatizou que as regras da ONU e do direito internacional devem ser respeitadas e aplicadas.

No Brasil, um dos pontos sensíveis referentes ao Conselho da Paz é o risco de esvaziamento da ONU. Fontes presidenciais indicam que o conselho não pode ser visto como uma entidade permanente que suplantaria a organização internacional, embora esse risco não esteja descartado.

Marwan Jebril é o embaixador da Autoridade Palestina no Brasil.

Créditos: G1

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