Internacional
03:05

Trump retira convite ao Canadá para o Conselho de Paz após críticas em Davos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou nesta quinta-feira (22) o convite ao Canadá para integrar sua iniciativa chamada Conselho de Paz.

Criado por Trump, o conselho visa inicialmente buscar uma solução para a guerra em Gaza. O líder americano anunciou que o grupo terá atuação ampliada, incluindo outros conflitos globais.

Essa decisão foi tomada logo após o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, ter feito um discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos onde criticou duramente grandes nações que usam a integração econômica como instrumento de pressão e aplicam tarifas como forma de coação.

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump escreveu a Carney que o Conselho de Paz está retirando o convite para que o Canadá participe de um grupo que ele definiu como o “Conselho de Líderes mais prestigioso já reunido”.

Não houve respostas imediatas do gabinete de Carney ou da Casa Branca aos pedidos de comentário feitos pela Reuters na noite de quinta-feira.

Na semana anterior, o gabinete do primeiro-ministro havia confirmado que ele foi convidado para o conselho e que planejava aceitar a participação.

Carney recebeu uma rara ovação de pé em Davos após defender a necessidade de aceitar o fim de uma ordem global baseada em regras. Ele sugeriu que o Canadá, que recentemente firmou um acordo comercial com a China, poderia liderar potências médias na resistência à hegemonia dos Estados Unidos.

Trump rebateu afirmando que o Canadá “existe graças aos Estados Unidos” e declarou em Davos que Carney deveria ser grato pela generosidade anterior do país americano. Ele também dirigiu uma mensagem direta a Carney, lembrando-o do comentário na próxima vez que falasse.

A revogação aconteceu poucas horas depois do lançamento oficial do Conselho, que inicialmente tem o foco em consolidar um cessar-fogo em Gaza.

Os membros permanentes do conselho deverão contribuir com US$ 1 bilhão cada para seu financiamento, segundo Trump.

“Quando o conselho estiver totalmente formado, poderemos realizar praticamente o que quisermos”, afirmou Trump na Suíça, acrescentando que as ações acontecerão em conjunto com as Nações Unidas.

A criação do conselho foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU como parte do plano de paz para Gaza apresentado por Trump. Um porta-voz da ONU, Rolando Gomez, declarou que o envolvimento da organização será restrito a esse contexto.

Na véspera, um alto funcionário da Casa Branca informou à Reuters que cerca de 35 líderes mundiais já concordaram participar do conselho, de aproximadamente 50 convites enviados, sem detalhar quais países aceitaram.

Fontes da CNN, CNN Brasil e Reuters informaram que alguns países confirmaram a participação, enquanto outros, como Reino Unido, França e Itália, optaram por não integrar o grupo até o momento.

Créditos: CNN Brasil

Modo Noturno