Tarcísio reafirma candidatura ao governo e anuncia visita a Bolsonaro
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou sua intenção de disputar a reeleição ao cargo. Em mensagem publicada no X nesta quinta-feira, 22, ele evitou comentar uma possível candidatura ao Palácio do Planalto e declarou sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade”, afirmou.
No início de dezembro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que foi escolhido pelo pai como seu sucessor na disputa pela Presidência da República. No dia de Natal, Jair Bolsonaro reafirmou sua decisão em carta manuscrita.
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou novamente a visita do governador paulista a Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
O encontro está agendado para as 11h do dia 29, quinta-feira próxima, e terá duração de duas horas. Moraes já havia concedido a autorização para a visita na última terça-feira, 20, mas Tarcísio optou por adiar o encontro.
Aliados do governador relataram ao Estadão que o motivo do adiamento seria o receio de que a conversa pressionasse uma adesão mais explícita à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Próximos ao governador indicam que o objetivo inicial da visita seria prestar solidariedade ao ex-presidente, conforme divulgado, e discutir possíveis passos para viabilizar uma transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal e filho do ex-presidente, declarou que Tarcísio “não tem a opção de ir contra” a candidatura de Flávio. Segundo ele, o governador foi eleito graças ao apoio do pai.
“O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e depois foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro. Se tentar qualquer medida para fazer algo diferente e sair candidato, no barato ele vai se equiparar a João Doria. Ele nem tem muito o que aceitar”, afirmou Eduardo.
Créditos: Estadão