Internacional
12:06

Impasses territoriais marcam reunião trilateral entre Rússia, Ucrânia e EUA

O encontro trilateral entre representantes dos Estados Unidos, Ucrânia e Rússia ocorrido em 23 de janeiro de 2026, em Abu Dhabi, constitui um fato inédito por reunir simultaneamente as três partes para discutir a guerra no Leste Europeu.

O principal objetivo é analisar o plano de 20 pontos proposto por Washington e Kiev, atualmente em estudo por Moscou. Contudo, há dúvidas quanto à efetividade dos resultados desta reunião.

Nenhum dos presidentes estará presente, o que limita o potencial das negociações. O presidente ucraniano Volodimir Zelensky enviou uma delegação, e a Rússia será representada por Igor Kostyukov, chefe da inteligência militar (GRU).

A delegação americana ainda não teve sua composição divulgada oficialmente. Steve Witkoff, enviado especial do presidente Donald Trump, e Jared Kushner, genro do presidente, estão em Abu Dhabi, mas sua participação direta no diálogo trilateral não foi confirmada.

A principal dificuldade nas negociações continua sendo a questão territorial, especialmente o futuro da região de Donbas. A região está em grande parte ocupada por tropas russas e nenhuma das partes está disposta a fazer concessões. Zelensky afirmou que o destino das áreas ocupadas ainda não foi definido, embora considere as propostas de paz quase prontas.

Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou claramente que a posição da Rússia é conhecida: as forças ucranianas devem se retirar de Donbas, condição considerada primordial pelo Kremlin.

Além do impasse territorial, o encontro deve discutir planos para a reconstrução da Ucrânia. Outro ponto delicado são as garantias de segurança que os EUA poderiam oferecer a Kiev para evitar novas ofensivas russas após um eventual cessar-fogo.

A Rússia mantém exigências como a renúncia da Ucrânia à intenção de ingressar na OTAN e proíbe qualquer presença de tropas da aliança em solo ucraniano após um acordo.

Créditos: GZH

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