Política
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Lula critica proposta de Trump para criar uma nova ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (23) o Conselho de Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que ele está tentando criar uma nova ONU (Organização das Nações Unidas).

O comentário foi feito durante o 14º Encontro Nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Salvador.

Lula declarou que o mundo atravessa um período “muito crítico” e que a carta da ONU está sendo “rasgada”. Segundo ele, “O presidente Trump está fazendo a proposta de criar uma nova ONU em que ele sozinho é o dono da ONU”. Lula defendeu uma reforma na Organização e o aumento do número de países no Conselho de Segurança.

O presidente também criticou a proposta de criação de um resort em Gaza, medida divulgada por Trump no ano passado. “Você viu a fotografia do que vão tentar fazer em Gaza? Um resort, ou seja, derrubaram e mataram mais de 80 mil pessoas para agora fazer hotel de luxo. E quem morreu? E o povo pobre de lá, vai morar onde?”, questionou.

Lula ainda afirmou que a geopolítica mundial vive uma enfraquecimento do multilateralismo e um avanço do unilateralismo, concluindo que “está prevalecendo a lei do mais forte”.

O Conselho de Paz é um grupo criado por Donald Trump para atuar na resolução de conflitos mundiais. A oficialização ocorreu na quinta-feira (22), em uma cerimônia em Davos, na Suíça.

Este grupo foi anunciado em 2025, quando Trump revelou planos para acabar com a guerra na Faixa de Gaza. Posteriormente, ele deixou claro que o conselho teria atuação ampliada para além do território palestino, abrangendo outros conflitos globais.

Trump chegou a sugerir que o grupo poderia substituir a ONU, provocando preocupações entre especialistas. Alguns líderes europeus manifestaram desconforto com elementos da minuta da Carta do conselho, sobretudo quanto às disposições que concentram poder decisório em Trump.

Segundo a minuta da carta constitutiva obtida pela CNN Brasil, Trump atuará como presidente do conselho por tempo indefinido, possivelmente além de seu segundo mandato como chefe de Estado. A substituição ocorreria apenas em caso de “renúncia voluntária ou incapacidade, conforme determinado por voto unânime do Conselho Executivo”.

Ainda conforme o documento, os países membros teriam mandatos limitados a três anos, exceto se pagarem US$ 1 bilhão. Diversos países foram convidados, incluindo Brasil, Argentina, Canadá, Paraguai, Turquia e Egito.

A lista dos países que aceitaram participar do grupo foi divulgada.

Créditos: CNN Brasil

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