Trump ameaça tarifa de 100% sobre importações do Canadá se país fechar acordo com China
No sábado (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 100% sobre todas as importações provenientes do Canadá caso o país firme um acordo com a China.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que os chineses “comerão o Canadá vivo” e afirmou que não permitirá que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, transforme o Canadá em um “porto de entrega” da China para os EUA.
O ex-presidente também afirmou que a China destruirá os “negócios, tecido social e modo de vida em geral” do Canadá, anunciando que aplicará imediatamente a tarifa adicional de 100% sobre os produtos canadenses caso o acordo com Pequim se concretize.
Em uma nova postagem no mesmo dia, Trump ressaltou que “a última coisa que o mundo precisa é que a China domine o Canadá”, reiterando que isso não acontecerá.
No dia 16 de janeiro, Carney já havia comunicado a redução de tarifas e o estabelecimento de novos acordos comerciais e de investimentos com a China, após encontro com o presidente chinês Xi Jinping.
Durante a semana, outras tensões entre Canadá e Estados Unidos aconteceram. Na sexta-feira (23), Donald Trump retirou o convite ao Canadá para integrar o Conselho de Paz criado por ele.
Marcus Vinicius de Freitas, professor de relações internacionais da China Foreign Affairs, comentou em entrevista à CNN Brasil que a retirada do convite também está relacionada à visita de Mark Carney à China.
O especialista frisou que a aproximação entre Canadá e China causa desconforto geopolítico para os EUA. “Uma das coisas que ele não gostaria de ver é uma maior proximidade entre Pequim e Canadá na fronteira americana. É comparável ao que ocorreria se os mexicanos tomassem uma iniciativa similar”, afirmou Freitas.
No Fórum Econômico Mundial de Davos, o primeiro-ministro canadense destacou, durante seu discurso, que os Estados Unidos representam uma “boa conexão”, mas que parcerias com outras nações e blocos emergentes, como China, Índia, Tailândia e Mercosul, também são importantes.
Créditos: CNN Brasil