Temporais causam transtornos em cidades históricas mineiras
Uma forte tempestade atingiu a cidade de Mariana, na Região Central de Minas Gerais, na tarde de sábado (24/1), causando diversos transtornos. Em apenas uma hora, o volume de chuva transformou ruas em rios, arrastou veículos e obrigou moradores a serem resgatados por equipes de emergência.
Por volta das 16h20, o Corpo de Bombeiros atendeu ao chamado para salvar cinco pessoas que ficaram ilhadas dentro de um imóvel sem conseguir sair devido à elevação do nível da água. O resgate foi bem-sucedido e, até o momento, não há registros de feridos ou mortos.
Moradores relataram que a chuva começou por volta das 15h, afetando principalmente os bairros Centro, Barro Preto, Catete e Colina.
Populares registraram imagens que mostram a força das águas no Centro Histórico. Em um vídeo, um carro aparece parcialmente submerso enquanto a correnteza corre violentamente pelas ruas íngremes da cidade.
Durante o temporal, ouviu-se um som de alerta contínuo, mas ainda não há confirmação se era proveniente de sistemas da Defesa Civil ou de alarmes de veículos disparados pela inundação.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já havia emitido um aviso de perigo para Mariana. Minas Gerais enfrenta um período crítico de chuvas, com oito das dez cidades brasileiras que mais acumularam precipitação nas últimas 24 horas localizadas no estado. A previsão indica que as chuvas intensas continuarão durante o fim de semana em Mariana.
Relatos em redes sociais mostram a força das águas em locais críticos do município, ressaltando o alerta para moradores e autoridades. Em menos de 30 minutos, choveu 27 milímetros. A preocupação se estende ao risco de deslizamentos em encostas e à invasão de água em residências localizadas em áreas baixas.
A prefeitura divulgou um posicionamento no Instagram, informando que equipes estiveram na Travessa Monsenhor Rafael Coelho, no bairro Barro Preto, para retirar famílias das casas afetadas e realizar a limpeza dos imóveis.
No vídeo, a porta-voz da Prefeitura orienta os moradores a permanecerem atentos e calmos, especialmente os que vivem em áreas de risco, alertando para que saiam de casa, elevem os móveis e acionem a Defesa Civil em qualquer emergência. Ela mencionou que o órgão continuará trabalhando para minimizar os impactos e proteger a população, destacando atenção especial aos moradores dos distritos de Mainart, Bandeirantes e Monsenhor Horta.
Em Congonhas, a situação também é delicada. A prefeitura formou uma força-tarefa para monitorar pontos estratégicos após a chuva, visando garantir a segurança dos habitantes e intervir preventivamente em áreas vulneráveis.
Até o momento, os registros são considerados de pequeno porte. No centro da cidade, houve queda de material rochoso numa encosta na Rua Hematita, com limpeza já realizada e trânsito normalizado.
Na Vila São Vicente, um muro residencial próximo ao Rio Maranhão sofreu colapso parcial, exigindo avaliação técnica e orientações para os moradores.
Apesar das chuvas intensas em curto período, os principais rios que atravessam a cidade, incluindo o Rio Maranhão, estão sem risco imediato de transbordamento. A Defesa Civil informou que o trecho entre os bairros Praia e Cristo Rei, conhecido por acumular água, já apresenta tráfego regular e sem novos alagamentos.
A prefeitura reforça o monitoramento constante das regiões, considerando a continuidade das chuvas prevista para as próximas horas no estado. A população é recomendada a observar sinais de instabilidade, como rachaduras em paredes e inclinação de postes ou árvores.
Créditos: Estado de Minas