Nikolas diz que PLF orientou uso de colete à prova de balas na caminhada
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou neste domingo (25), antes de iniciar a etapa final de sua caminhada do interior de Minas Gerais até Brasília, que recebeu orientação da Polícia Legislativa Federal (PLF) para usar colete à prova de balas.
Ele declarou à imprensa que a equipe da PLF e sua inteligência o alertaram conforme os riscos aumentaram, e em determinado momento pediram que ele utilizasse o colete. “As ameaças surgiram e começaram a aumentar. E obviamente para prezar pela minha vida nós estamos usando”, explicou.
Nikolas começou a usar o colete nos últimos dias do percurso. Segundo sua assessoria, o equipamento é usado devido a ameaças contra ele, cuja origem e autoria não foram tornadas públicas.
Na última quarta-feira (21), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a “Caminhada pela Liberdade”, liderada pelo deputado, apresentava riscos operacionais e de segurança viária. A PRF afirmou que Nikolas não comunicou as autoridades de trânsito sobre o evento, o que impediu planejamento prévio para reduzir riscos aos participantes e motoristas da rodovia.
Apesar da falta de aviso, a PRF monitorou o trajeto dos parlamentares e civis envolvidos e notificou o gabinete do deputado para questões de segurança.
Nikolas iniciou a caminhada na segunda-feira (19) em Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. O ato, que teve grande repercussão nas redes sociais, contou com adesão de outros congressistas, apoiadores de Bolsonaro e eleitores do deputado.
O protesto seguiu pela BR-040 e será concluído no domingo (25), às 12h, na Praça do Cruzeiro, em Brasília, totalizando 240 quilômetros percorridos.
O deputado explicou que o objetivo da manifestação é criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em especial o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e atualmente preso no Complexo da Papuda, em Brasília.
Créditos: CNN Brasil