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07:17

Cannabis: mudanças para uso são vistas com otimismo por associações

O uso do cannabis medicinal no Brasil possui novas regras para o cultivo e foi ampliado o acesso ao uso de terapias à base da planta. A Resolução foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta última quarta-feira (28). Entre as principais mudanças, estão a autorização da venda do canabidiol em farmácias de manipulação e o cultivo da planta no país, por pessoas jurídicas, voltados à fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados pela agência.

O uso do cannabis medicinal no Brasil possui novas regras para o cultivo e foi ampliado o acesso ao uso de terapias à base da planta. A Resolução foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta última quarta-feira (28). Entre as principais mudanças, estão a autorização da venda do canabidiol em farmácias de manipulação e o cultivo da planta no país, por pessoas jurídicas, voltados à fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados pela agência.

O uso do cannabis medicinal no Brasil possui novas regras para o cultivo e foi ampliado o acesso ao uso de terapias à base da planta. A Resolução foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta última quarta-feira (28). Entre as principais mudanças, estão a autorização da venda do canabidiol em farmácias de manipulação e o cultivo da planta no país, por pessoas jurídicas, voltados à fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados pela agência.


Para a jornalista Juliana Lobo, cujo filho Pedro, 14, usa óleo de CBD (canabidiol) com fins medicinais há 11 anos, a resolução da Anvisa é “uma felicidade”. “Passamos muito perrengue há 11 anos. Estamos vendo isso com muita felicidade”. O caso de Pedro ilustra os benefícios medicinais da substância.

Juliana conta que o filho tem epilepsia multifocal refratária de difícil controle e tinha cerca de 300 convulsões por dia. Hoje, tem entre cinco e nenhuma. “Fora o ganho de interatividade que ele tem com a gente. Ele consegue interagir muito mais por causa da cannabis.”

Ela avalia que a regulamentação do cultivo traz segurança jurídica para as associações de pacientes. “As associações agora não precisam mais ficar angustiadas de ter sua produção descontinuada. A maioria das pessoas que usam [CBD] vêm de associações. É um protocolo muito grande conseguir plantar e produzir”, relata.

Segundo Juliana, a autorização para universidades deve incentivar as pesquisas científicas e reduzir o estigma sobre a planta. A jornalista diz que questões como a restrição no teor de THC podem evoluir, além da regulação. “Existem estudos que comprovam que o THC ameniza muito as dores. Eu acho que isso aí poderia avançar um pouco mais também, essa dosagem do THC”.

Para Felipe Farias, “um dos pontos que ainda tem que avançar quando a gente fala de cannabis e cânhamo, além do uso medicinal ou terapêutico, é o uso industrial. Existem diversos resíduos que a planta oferece.”

Ele conta que a Reconstruir atua há cerca de 8 anos no RN, sendo a primeira associação a trabalhar com cannabis no estado. Ao longo desse período, ele teve que acionar diversas vezes a Justiça para continuar o cultivo e para que os pacientes atendidos não fossem prejudicados. A permissão judicial definitiva veio apenas em maio de 2025.

Tribuna do Norte

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