Economia
07:16

Preço do GNV no RN sobe em maio após sequência de reduções

Preço do GNV no RN sobe em maio após sequência de reduções

No Rio Grande do Norte, motoristas que utilizam gás natural veicular (GNV) começaram a pagar preços mais altos pelo combustível a partir de 1º de maio, devido a um reajuste feito pela Potigás no valor de venda para os postos. O preço do metro cúbico do GNV passou a ter novas faixas e pode superar R$ 4,00, conforme a carga tributária aplicada.

Os preços após o reajuste ficaram assim: R$ 2,7651/m³ sem impostos; R$ 3,8086/m³ com ICMS, PIS e Cofins; e R$ 4,0549/m³ com o adicional do ICMS Substituto. Nos postos que operam na maior carga tributária, o aumento foi de cerca de R$ 0,15 por metro cúbico, em comparação ao preço anterior de R$ 3,90, vigente desde fevereiro deste ano.

Esse reajuste veio após algumas reduções consecutivas. Em fevereiro, a Potigás havia diminuído o preço de R$ 4,00 para R$ 3,90 por metro cúbico, que já representava uma queda desde novembro de 2025, quando o preço estava em R$ 4,10. Em âmbito nacional, o combustível apresentou alta, pois a Petrobras anunciou um reajuste médio de 19,2% no preço do gás natural vendido às distribuidoras.

De acordo com a Potigás, o aumento está relacionado principalmente ao crescimento do custo do gás natural adquirido pela empresa, influenciado por fatores como a situação internacional, variação cambial e indicadores de mercado previstos nos contratos.

A distribuidora destacou que as duas últimas reduções no preço não foram totalmente repassadas ao consumidor final pelos postos. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que, entre 26 de abril e 2 de maio, o Rio Grande do Norte teve o segundo preço mais alto de GNV nos postos, a R$ 5,10 o metro cúbico, ficando atrás somente do Ceará, com R$ 5,15.

Uma pesquisa do Núcleo de Pesquisa do Procon Natal revelou que em abril a zona Norte da capital potiguar apresentou o menor preço médio de GNV (R$ 5,06), enquanto a zona Leste teve o mais alto (R$ 5,13). As zonas Sul e Oeste tiveram preços médios de R$ 5,11 e R$ 5,09, respectivamente, com a média geral da cidade em R$ 5,10.

Segundo o economista Helder Cavalcanti, o preço do GNV é resultado de uma cadeia que começa no valor do gás natural vendido pela Petrobras às distribuidoras, somando margens da distribuidora estadual, custos operacionais, margem dos postos revendedores e tributos federais e estaduais.

Nos setores industrial, comercial e residencial, os reajustes são repassados diretamente aos consumidores conforme estruturas tarifárias específicas para cada segmento.

Helder Cavalcanti relaciona a alta nacional do GNV ao reajuste promovido pela Petrobras, motivado pela valorização do petróleo no mercado internacional, oscilações do dólar e reequilíbrio dos contratos de fornecimento.

Ele também explica que o preço mais alto no Rio Grande do Norte decorre de fatores estruturais, como baixa escala de consumo, custos logísticos e de infraestrutura, carga tributária e modelo regional de distribuição, enquanto estados com maior concorrência ou produção local tendem a ter preços mais competitivos.

O impacto da alta no bolso do consumidor foi comentado pelo servidor público Daniel Henrique, 40 anos, que criticou o aumento durante o abastecimento em Natal. Ele ressaltou que o GNV tem apelo ambiental e sugeriu incentivos para seu uso.

Outro servidor e motorista por aplicativo, Deanderson Alves, também 40, ainda não percebeu a alta e destacou a economia que o uso do GNV proporciona para quem roda muito, exemplificando com os rendimentos do combustível comparados à gasolina.

Créditos: Tribuna do Norte

Modo Noturno