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OAB debate ética e impactos da inteligência artificial na advocacia

OAB debate ética e impactos da inteligência artificial na advocacia

A Escola Superior da Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN) promoverá uma palestra para discutir a inteligência artificial, seus desafios éticos e os impactos no exercício da advocacia.

O evento ocorrerá na próxima quarta-feira (20), às 19h, na Subseccional de Mossoró, com o tema “Inteligência Artificial, Ética e Segurança Jurídica”.

Francisco Barros, palestrante, explica que o encontro visa debater como a inteligência artificial pode transformar a rotina dos escritórios sem substituir o papel humano e estratégico do advogado. A idea é mostrar as vantagens da tecnologia, mas também alertar sobre os riscos do uso indiscriminado dessas ferramentas.

Ele destaca que a inteligência artificial é importante pelo rápido acesso a informações, o que pode aumentar a produtividade e aperfeiçoar o trabalho jurídico.

Por outro lado, Barros aponta um risco relevante no uso automático de textos gerados por IA sem revisão humana, pois podem conter dados incorretos ou inadequados ao caso, comprometendo a identidade técnica do advogado.

“Não se pode simplesmente criar uma petição com inteligência artificial, assinar e entregar. Pode-se apresentar algo que não corresponde à realidade do processo e não carrega a marca do profissional”, alerta.

A palestra também abordará temas sobre ética e segurança jurídica no uso da tecnologia.

Segundo o professor, o advogado deve assumir uma postura ética fundamentada na autorresponsabilidade e análise criteriosa do conteúdo produzido por IA.

Ele destaca que, enquanto não há regulamentação ampla, o profissional deve revisar todo o material gerado, pois a inteligência artificial não substitui o pensamento crítico e a capacitação técnica do advogado.

Ainda defende que critérios regulatórios específicos sejam criados para o uso da IA no meio jurídico.

Barros ressalta que a inteligência artificial acelera processos, mas não substitui a inteligência humana, e que o profissional precisa dominar o tema para identificar e corrigir eventuais erros.

Ele também enfatiza a importância do advogado assumir autoria e revisão dos textos criados com auxílio tecnológico.

Apesar desses cuidados, considera a IA uma ferramenta revolucionária e promissora para a advocacia e o Judiciário, devendo ser usada apenas como suporte para busca de informações e aumento da produtividade, sem substituir a análise humana.

A palestra será presencial e aberta a advogados, estudantes e interessados, com inscrição simbólica realizada no site da Subseccional da OAB Mossoró.

Créditos: Tribuna do Norte

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