Opinião
12:45

Carros de luxo de Deolane e contador são apreendidos em operação contra PCC

Carros de luxo de Deolane e contador são apreendidos em operação contra PCC

A operação que culminou na prisão da influenciadora Deolane Bezerra, na quinta-feira, 21, também resultou no bloqueio de R$ 327 milhões dos investigados, além da apreensão de quatro imóveis e 17 veículos.

Seis dos automóveis apreendidos são considerados de luxo, quatro dos quais estavam em posse de Deolane no momento da prisão. Os outros dois carros de luxo estavam com Éverton de Souza, contador da influenciadora apontado como “operador financeiro” do PCC.

Após a ação, quatro veículos foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro de São Paulo. Entre eles, modelos das marcas Mercedes-Benz, Land Rover, Jeep e Cadillac.

Não há detalhes precisos sobre quais carros foram apreendidos de Deolane ou do contador, porém, em fotos nas redes sociais, a influenciadora aparece com um Cadillac Escalade, modelo que consta na delegacia.

Deolane divulgou um vídeo quando adquiriu o SUV, dizendo que tinha alugado o mesmo modelo nos Estados Unidos e gostou pois parecia “um carro de gangster”.

No site da Cadillac, o modelo 2026 do Escalade tem preço sugerido de US$ 91,1 mil, aproximadamente R$ 456,7 mil, sem custos adicionais como frete e impostos.

Embora não seja vendido oficialmente no Brasil, lojas especializadas ofertam o SUV zero km por até R$ 2,25 milhões.

Os demais carros apreendidos e levados ao DHPP são um Mercedes-Benz G63, um Range Rover e um Jeep Commander.

Além dos veículos, a Operação Vérnix, uma força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça, recolheu de Deolane celulares, cerca de R$ 50 mil em dinheiro, joias, relógios e computadores.

Mandados também foram cumpridos contra Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder da facção, seu irmão e dois sobrinhos. Embora Marcola já estivesse preso, ele agora responde a mais uma ordem de prisão.

Deolane foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro, presa em Barueri, Região Metropolitana de São Paulo, suspeita de participar de esquema de lavagem para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, o esquema operava através de uma transportadora de valores no interior paulista controlada pela facção. A defesa da influenciadora afirma que ela é inocente.

A Polícia Civil destaca que Deolane mantinha “relações estreitas” com a cúpula do PCC e criou uma rede de 35 pessoas jurídicas de fachada registradas no mesmo endereço em Martinópolis.

A descoberta sobre Deolane surgiu a partir de celulares apreendidos em investigações do PCC, contendo mensagens que a citam.

Investigadores apontam que o patrimônio da influenciadora é incompatível com seus rendimentos declarados, indicando que parte dos recursos tem origem na lavagem de dinheiro da facção. Com isso, a Justiça de São Paulo decretou sua prisão preventiva.

O Ministério Público informou que Deolane se destacou por movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e conexão com líderes criminosos.

Foram identificadas pessoas jurídicas usadas para receber valores de origem não esclarecida, circulação de recursos milionários e aquisição de bens de alto padrão.

Após a detenção, Deolane passou por audiência de custódia e foi levada à Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo. No dia seguinte, foi transferida à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior do estado.

Tupi Paulista fica próxima a Presidente Venceslau, foco da Operação Vérnix, que revelou o esquema milionário de lavagem por meio de transportadora de fachada ao lado da Penitenciária II.

Deolane recusou-se a fornecer as senhas de seus celulares, mas o delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau, afirmou que isso não impedirá o acesso a dados relevantes para o inquérito.

Créditos: tribuna do norte

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