Hoje quero convidar vocês para uma reflexão sobre a eleição do Rio Grande do Norte.
Na minha análise, existe hoje uma possibilidade real de Allyson Bezerra vencer a eleição ainda no primeiro turno.
“Mas a campanha não vai polarizar?”
Talvez sim. Mas não sei se vai dar tempo.
“Mas Álvaro Dias não pode crescer com o apoio dos prefeitos e da estrutura política?”
Pode. Mas não sei se vai dar tempo.
“E Cadu Xavier, com o apoio mais forte do presidente Lula, não pode ter um crescimento expressivo ?”
Pode acontecer. Mas, sinceramente, não sei se vai dar tempo.
Porque hoje a maior vantagem de Allyson sobre os adversários não parece ser apenas eleitoral. É estratégica.
A principal vantagem dele é a preparação.
É a velocidade.
É a organização.
É o fato de que, pelo que vemos, ele já vinha se preparando para esse momento há muito tempo.
Enquanto os adversários ainda discutiam cenários, alianças e articulações, Allyson já construía posicionamento, presença política, narrativa e conexão popular.
Alguns dizem:
“Ele é apenas um produto de marketing.”
Talvez o marketing tenha ajudado. Toda grande liderança moderna entende comunicação.
Mas é muito difícil acreditar que alguém seja reeleito com uma votação tão expressiva, como ele foi em mossoró, sendo apenas marketing.
Existe ali algo que vai além da propaganda:
Existe conexão com as pessoas.
E política continua sendo, acima de tudo, sentimento, identificação e percepção popular.
Allyson aparenta ter entendido isso antes dos outros.
E talvez esteja justamente aí a diferença.
Hoje ele lidera as pesquisas com vantagem.
Tem ritmo.
Tem energia.
Tem presença política.
Tem capacidade de mobilização.
E passa a impressão de estar em velocidade acima dos adversários.
A dúvida que fica é:
os outros candidatos conseguirão acompanhar esse ritmo a tempo?
Porque eleição não é apenas sobre força política.
Também é sobre timing.
E neste momento, a sensação que existe é que Allyson entrou na campanha antes de todos.
Mas claro:
tudo isso são apenas análises.
São apenas perspectivas de um determinado momento político.
Porque a política, como diriam grandes pensadores e grandes líderes, representa sempre o momento.
E como costuma dizer o amigo João Maia:
“a preço de hoje”, essa é a reflexão.
Naturalmente, cada candidatura possui obstáculos que podem alterar completamente o cenário.
No caso de Allyson, por exemplo, existe uma investigação que segue como sombra sobre sua pré-campanha e que pode, sim, se transformar em um fato novo forte o suficiente para mudar todas essas perspectivas.
Mas a pergunta continua sendo a mesma:
Por Wagner Souza (@wagnermetas)