Política
15:38

Bolsonaro relata que delegado da PF permitiu arma em sua casa

Bolsonaro relata que delegado da PF permitiu arma em sua casa

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal que um delegado da Polícia Federal autorizou que ele mantivesse uma arma em sua residência.

Essa informação consta no relatório final da investigação sobre a apreensão de uma pistola Glock registrada em nome do ex-presidente durante uma blitz de trânsito em Brasília. O militar que esteve envolvido na apreensão foi indiciado.

A Polícia Federal foi contatada para comentar a declaração de Bolsonaro, mas não se manifestou até o momento.

De acordo com o relatório da Polícia Civil do DF, Bolsonaro explicou que, quando já estava em prisão domiciliar, houve um mandado da Polícia Federal em sua casa. Segundo seu depoimento, as armas foram apreendidas, mas ele solicitou ao delegado que deixasse ao menos uma arma na residência, alegando que morava com mulheres e precisava do equipamento para defesa.

Ainda conforme o relato, o delegado saiu do local, conversou ao telefone e devolveu a arma a Bolsonaro.

O ex-presidente não especificou quando ocorreu esse episódio. Ele passou por medidas cautelares em julho de 2025, iniciou prisão domiciliar em agosto, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro e teve prisão preventiva decretada em novembro, três dias antes de começar a cumprir a pena.

A Polícia Civil do DF não identificou indícios de crime de Bolsonaro pela posse da arma. O relatório destaca que mandados de busca e apreensão foram cumpridos e a arma não foi recolhida nem teve restrição lançada em seu registro.

Sobre Estácio Leite da Silva Filho, o militar envolvido, ele foi indiciado por portar uma arma registrada em nome de terceiro sem autorização, contrariando o Estatuto do Desarmamento.

Relembre o caso: em 15 de junho, Estácio Filho dirigia um veículo oficial da Presidência quando foi parado em uma blitz em Taguatinga, Brasília. Durante a abordagem, uma pistola no carro foi notada. Ao perceber, Estácio fechou o vidro rapidamente.

A arma foi recolhida e o militar afirmou possuir porte autorizado como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Porém, não havia registro da pistola em nome de servidor.

O militar admitiu que a arma pertencente a Bolsonaro, que teria sido entregue horas antes para reparo.

O GSI esclareceu que Estácio Filho não é servidor do órgão, mas assessor que acompanha Bolsonaro após o mandato, treinado pelo GSI.

A defesa de Bolsonaro admitiu que a arma era dele, porém desativada para proteção, e o ex-presidente confirmou essa versão em depoimento ao relator do caso.

Créditos: Tribuna do Norte

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