RN concentra 17% das barragens prioritárias para segurança no país

O Rio Grande do Norte possui 36 das 213 barragens consideradas prioritárias para gestão da segurança, segundo o Relatório de Segurança de Barragens (RSB) 2026, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Isso representa cerca de 17% das estruturas listadas como prioritárias no Brasil.
Essa fiscalização está a cargo do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN). A informação da ANA corrige um dado publicado no domingo (12) pela Tribuna do Norte, que havia informado erroneamente que o RN concentrava 42% dessas barragens.
A correção ocorreu porque a publicação anterior incluiu barragens que o IGARN considera prioritárias, mas que não atendem aos critérios definidos pela ANA. A classificação das barragens como prioritárias é baseada em critérios técnicos como o Dano Potencial Associado (DPA), a Categoria de Risco (CRI) e dados fornecidos pelos órgãos fiscalizadores.
Estar na lista de prioridades não indica risco iminente de ruptura, mas sinaliza a necessidade de monitoramento rigoroso e medidas preventivas para garantir a segurança das estruturas.
Dentre as barragens potiguares que cumprem os critérios da ANA estão a Novo Angicos, Riacho das Caraúbas, Caraúbas, Lucrécia, Tabatinga, Açude do Bebo, Marcelino Vieira, Brejo e Beldroega. Há também outras espalhadas por municípios como Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, José da Penha, Mossoró, Luís Gomes, Macaíba, Parelhas, Açu e Alexandria.
Esses dados demonstram que o IGARN tem acompanhado a situação das barragens no estado, identificando as que requerem prioridade na gestão de segurança.
O relatório destaca ainda avanços institucionais do Rio Grande do Norte na implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens. Em 2025, o IGARN publicou a Portaria nº 66/2025, estabelecendo critérios para classificação das barragens segundo o DPA, volume dos reservatórios e Categoria de Risco, em alinhamento com a legislação federal e a Resolução CNRH nº 241/2024.
Créditos: Tribuna do Norte