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Direção de Alcaçuz nega operação com apenas 14 policiais penais por dia

Direção de Alcaçuz nega operação com apenas 14 policiais penais por dia

A direção da Penitenciária Estadual de Alcaçuz contestou a alegação do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (SINDPPEN) de que o complexo prisional estaria funcionando com apenas 14 policiais penais por dia para cerca de 1,7 mil presos. De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), essa informação “não corresponde à realidade” e está “muito distante” do efetivo real empregado diariamente.

O sindicato enviou à 1ª Vara Regional de Execução Penal um ofício denunciando insuficiência de pessoal e problemas na estrutura de segurança da unidade. Segundo o SINDPPEN, os quatro pavilhões do complexo abrigam 1.796 detentos e teriam apenas 14 policiais em serviço, incluindo dois em diária operacional, o que resultaria em uma média de aproximadamente um agente para cada 128 presos.

Em nota, o diretor de Alcaçuz, policial penal Vitor Albuquerque, refutou os números divulgados pelo sindicato, mas informou que o número exato de servidores em serviço diariamente não será divulgado por motivos de segurança.

A direção ressaltou que os efetivos reais estão registrados em relatórios diários e lamentou a divulgação de informações incorretas, além da exposição desnecessária de dados ligados à rotina e à segurança da unidade prisional.

No documento à Justiça, o sindicato detalhou a distribuição dos servidores, como três policiais para 348 internos no Pavilhão 1; dois da escala ordinária e dois em diária operacional para 163 detentos no Pavilhão 2; três policiais para 325 internos no Pavilhão 3; e quatro agentes para aproximadamente 960 presos no Pavilhão 4.

O sindicato também apontou problemas na estrutura de vigilância, incluindo a suposta falta de funcionamento do sistema de monitoramento eletrônico do Pavilhão 1 e a desativação das guaritas do complexo, o que comprometeria a vigilância perimetral e aumentaria os riscos para servidores e para a segurança da unidade.

Tais denúncias foram reforçadas pela presidente do SINDPPEN, Vilma Batista, em entrevista à Jovem Pan News Natal no dia 11 de julho. Ela relacionou a situação do efetivo com dificuldades para realizar revistas e outras ações de segurança, e afirmou que isso teria contribuído para a fuga de 11 detentos registrada no complexo em 31 de julho.

Vilma também mencionou que policiais estariam usando coletes balísticos vencidos e que equipamentos de menor potencial ofensivo estariam fora do prazo de validade, além de problemas no sistema de monitoramento que prejudicam a segurança do complexo.

Em nota de esclarecimento, a direção de Alcaçuz, por meio do diretor Vitor Albuquerque, negou que o efetivo diário seja de apenas 14 policiais penais. Por motivos de segurança, a quantidade exata não será divulgada, mas garantiu que o número informado pelo sindicato não corresponde à realidade e está muito distante do efetivo empregado na segurança e funcionamento da penitenciária, dados esses registrados em relatórios diários.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) lamentou a divulgação de informações falsas e a exposição desnecessária de dados da rotina e da estrutura de segurança da unidade prisional.

Além disso, a SEAP/RN informou que vem tomando medidas contínuas para fortalecer e recompor o efetivo da Polícia Penal, incluindo um novo concurso público com 200 vagas imediatas para policiais penais e formação de cadastro de reserva. O edital foi publicado em junho e as provas estão previstas para setembro, representando mais uma ação para o fortalecimento da Polícia Penal do Rio Grande do Norte.

Créditos: 98fm Natal

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