Política
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Origem e uso político do Pixuleco em manifestações recentes

Origem e uso político do Pixuleco em manifestações recentes

O Pixuleco foi utilizado por manifestantes nesta quinta-feira (20), durante a visita do presidente Lula ao Rio Grande do Norte, e se consolidou como um símbolo de sátira e crítica em diversos protestos nos últimos anos. Além de Lula, outros personagens políticos também foram representados através de bonecos infláveis.

Os registros iniciais do Pixuleco datam de 2015, no contexto de protestos contra o governo de Dilma Rousseff. A crise econômica e as denúncias de corrupção colocaram Lula e Dilma no centro das críticas de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL).

Nas manifestações, surgiram bonecos infláveis com imagens caricatas de Lula vestido com uniforme de presidiário, exibindo a placa 13-171, numa referência ao PT e ao artigo 171 do Código Penal, que trata do crime de estelionato. Dilma era retratada com roupas vermelhas e feições distorcidas.

Naquela época, Lula respondia a investigação da Operação Lava-Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, enquanto Dilma foi denunciada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por praticar “pedaladas fiscais”, uma manobra contábil que simulava equilíbrio financeiro nas contas públicas. Essa prática foi um dos motivos alegados para o impeachment de Dilma em 2016, quando o TCU constatou atraso no repasse de recursos a bancos oficiais para pagamento de benefícios sociais.

Outros políticos também foram alvo desse tipo de protesto satírico. Do lado direito do espectro político, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi representado como um boneco inflável em 2025, durante seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) pela acusação de tentativa de golpe de estado. Bolsonaro também apareceu trajando roupa de detento.

Neste ano, Flávio Bolsonaro, filho de Jair e pré-candidato à Presidência, foi representado como um Pixuleco com características de um rato durante um ato da União Nacional dos Estudantes (UNE). O protesto criticou as revelações de que Flávio manteve contatos com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, envolvido em um escândalo de corrupção. Investigação da Polícia Federal segue apurando possíveis ligações entre Vorcaro, outras figuras políticas e ministros do STF.

Créditos: Tribuna do Norte

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