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Flávio Bolsonaro é intimado pela PF para entregar passaportes e proibido de deixar o país

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi intimado nesta segunda-feira pela Polícia Federal a entregar seus passaportes. Ele relatou ter sido abordado na rua ao deixar seu condomínio no Lago Sul, em Brasília, enquanto se dirigia à casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio explicou que visitava seu pai, que está em prisão domiciliar, quando, ao sair, foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e ficou proibido de deixar o país. Ele afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes se fundamentou em uma fala do deputado Eduardo Bolsonaro, de 23 de outubro, em que Eduardo disse que Flávio deveria sair do país se perdesse a eleição.

Na sexta-feira anterior, em entrevista nos Estados Unidos, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que, caso seu irmão não vencesse, defendia que ele deixasse o país e contestasse o resultado das urnas.

Flávio é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles apura suspeitas de lavagem de dinheiro em associação com o advogado Willer Tomaz por meio de plataformas de apostas. O outro investiga o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal costuma apreender passaportes para impedir que investigados saiam do país. Um aliado de Flávio, o deputado cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ), deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana no ano passado, na véspera de ser condenado pelo STF por tentativa de golpe.

Os inquéritos avançaram próximo ao fim da campanha eleitoral, com medidas cautelares contra Willer e pedidos para aprofundamento das investigações. Com o encerramento da disputa presidencial, espera-se que as apurações prossigam com novas diligências e análise dos elementos coletados.

O inquérito sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes investiga suspeitas de lavagem de dinheiro vinculadas a empresas de apostas e plataformas de pagamento ligadas a Willer Tomaz. A investigação começou com a Polícia Federal no Rio Grande do Sul e foi levada ao STF após identificação de conexões com Flávio Bolsonaro, detentor de foro privilegiado.

Na última sexta-feira, Moraes ordenou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores ligados a Willer, determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial do advogado, suspendeu as atividades comerciais de suas empresas e adotou medidas relacionadas aos seus passaportes.

Essas decisões foram baseadas em indícios de movimentações financeiras suspeitas e possíveis tentativas de ocultar recursos via empresas do setor de apostas.

Entre os elementos encontrados está uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, associada a Willer, na qual Flávio seria usuário com acesso privilegiado, registrado como “master”. A Polícia Federal tenta esclarecer essa relação e se houve movimentações financeiras

G1

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